Crônicas livres

Espaço para escritores e blogueiros de todos os cantos divulgar aqui suas crônicas e textos sem limite ou parcialidades.

Se algum texto não condizer com a política do jornal será deletada de imediato. Caso atente para difamação, conteúdo grosseiro, preconceitosa entre outras.

em caso de dúvidas entrar em contato com Mario, editor chefe do jornal pelo email mario@mariovicente.com.br

Boa leitura!

Crônica: Tá todo mundo louco. Oba!

*Por Rodrigo Alves de Carvalho

Como sou um cara solidário e caridoso resolvi fazer uma visita à casa de repouso pra quem tem parafusos soltos, mais conhecido como hospício. Chegando lá, me deparei com um sujeito que jurava ser Thomas Edison. Resolvi conversar.

- E aí amigo. Quais são as novas?

- Acabei de inventar a lâmpada.

- Mas a lâmpada já foi inventada.

- Isso mesmo. Eu inventei.

- Mas olha a lâmpada lá no teto.

- A minha lâmpada é diferente... ela brilha no escuro! Ela brilha!

E saiu correndo gritando.

Mais à frente um senhor estava abaixado segurando uma vara de pescar imaginária pescando em um rio imaginário. Cumprimentei-o.

- Bom dia.

- Quieto! Vai espantar os peixes.

- E o que você está pescando?

- Um orangotango! Um orangotango dos grandes!

E começou a fisgar um orangotango imaginário. Puxava a vara imaginária, descarregava linha e gritava para trazer o samburá.

Mais à frente um sujeitinho de estatura bem baixa, devia ter um metro e meio de altura, andava devagar colocando um passo na frente do outro. Fiquei curioso.

- O que você está fazendo andando desse jeito?

- Tenho que tomar cuidado para não pisar nas pessoas.

- Que pessoas? O máximo que tem aí são formigas.

- Parecem formigas, mas são pessoas. Sou tão grande que tenho medo de pisar nelas.

Dei dois passos para sair de perto do homenzinho que achava ser gigante e ele berrou.

- Cuidado! Você vai amassar as pessoas!

Sai dali correndo e me dirigi ao portão da frente daquela instituição. Fiquei analisando por algum tempo sobre a mente humana e suas insanidades. Estava parado no portão quando um enfermeiro se aproximou e perguntou:

- O que você está fazendo aí parado?

- Estou esperando o disco voador. Vou embora para minha casa em Marte.

Com toda serenidade ele me conduz de volta ao hospício.

- Você não tomou seu remédio hoje, não foi? Vamos voltar para o quarto. Você precisa descansar.

*Rodrigo Alves de Carvalho nasceu em Jacutinga (MG). Jornalista, escritor e poeta possui diversos prêmios literários em vários estados e participação em importantes coletâneas de poesia, contos e crônicas. Em 2018 lançou seu primeiro livro individual intitulado “Contos Colhidos” pela editora Clube de Autores.

RECEBA O NOSSO BOLETIM EM SEU E-MAIL!

--