Exercícios Físicos são indicados como prevenção ao Alzheimer

O Brasil tem cerca de 210 milhões de habitantes e desses, 45% tem 65 anos ou mais. Com o aumento da população idosa, cresce a preocupação com as políticas públicas e os cuidados pessoais para usufruir da longevidade com boa qualidade de vida, já que a expectativa de vida também vem crescendo significativamente. No estado do Paraná são quase 11, 5 milhões de habitantes e aqui já são 51% da população na faixa da Terceira Idade. Desses, a maioria são mulheres com 51%.

Uma das grandes preocupações nessa faixa etária é o Alzheimer, doença que se caracteriza por um distúrbio neurodegenerativo que apresenta como um dos mecanismos fisiopatológicos. Esta doença não apresenta cura, o seu tratamento baseia-se na sintomatologia.

O sintoma mais frequente é a perda de memória de curto prazo e dificuldade de recordar eventos recentes. Isso pode ser confundido com estresse e/ou sintomas naturais do envelhecimento. No entanto, com a evolução do Alzheimer, ocorrem dificuldades na orientação, linguagem, desinteresse em tarefas do dia-a-dia, comportamento agressivo e alterações de humor. O isolamento é uma consequência desses efeitos. 

Os primeiros sintomas são perda de memória ou apatia, que progridem até interferir com a realização das tarefas diárias. Com o tempo, a falta de memória se agrava e surgem déficits cognitivos: distúrbios de linguagem, alterações visuais, dificuldades motoras progressivas, declínio intelectual, sintomas psicóticos e alheamento.

Por isso, fazer atividade física faz bem à saúde, pois não há dúvidas quanto a isso, mas não somente ao corpo - para ter um físico bonito ou um fôlego bem treinado - como também ao cérebro, como se descobriu com este estudo, e ao espírito pelo bem-estar que proporciona.

Na Universidade de Northwestern, Estados Unidos, pesquisas mostraram que a estimulação é uma grande aliada para melhorar a memória de pacientes. Os cientistas afirmaram que o exercício melhora as capacidades cognitivas e atrasa a progressão dos transtornos neurodegenerativos, mas são necessários estudos adicionais para compreender melhor como a irisina entra em ação e interage com o cérebro. Atividade e movimento não apenas induzem a formação de neurônios, mas criam também as condições ideias para o seu crescimento “limpando” o ambiente inflamatório que essa doença instaura no cérebro do paciente.

Quando se faz exercícios físicos, o cérebro manda uma mensagem aos músculos para que estes liberarem este hormônio de grande importância para o nosso metabolismo, inclusive cerebral. 

Quando o corpo se exercita, o tecido muscular libera o hormônio irisina, que entra em circulação no organismo e é capaz de melhorar a capacidade cognitiva, Ainda não se sabe a quantidade e frequência certa de exercício (para que haja esse efeito). Os exercícios físicos certamente são fundamentais para o metabolismo do cérebro e das doenças provenientes do desequilíbrio do Alzheimer. Atividade como caminhar, nadar, pedalar ou correr, são os mais indicados, o tipo de exercício não importa a indicação é se exercitar sempre, tornar isso rotina da vida.

Fernando Azevedo – Personal Trainer

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