Finanças pessoais em tempo de pandemia II

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Finanças pessoais: planejamento, autoconhecimento e equilíbrio

Texto disponível na p. 2 - Quadro Opinião, Edição 1775, de 26 de maio de 2020 (https://jornalintegracao.com/edicoes)

 

Sabemos que falar em dinheiro é algo delicado: em momentos de crise, a renda é comprometida e, como forma de manter o consumo, muitas pessoas optam por contratar crédito. Com o objetivo de continuar as reflexões iniciadas na semana passada sobre finanças pessoais (Edição 1774), o texto dessa semana busca apresentar noções a respeito da contratação de crédito.

Em geral, fazer uma operação de crédito – emprestar dinheiro de uma instituição financeira, ou ainda, comprar algum produto a prazo - envolve o pagamento de juros. Os juros são o preço da impaciência humana: se adiantarmos consumo, pagamos juros; se postergarmos consumo e pouparmos, recebemos juros. Assim, mais uma vez, reforça-se a importância de conhecer as condições próprias e verificar a real necessidade de um empréstimo ou parcelamento.

Nesse sentido, além de utilizar crédito somente em situações extremamente necessárias, outra recomendação é fazer uma avaliação cuidadosa das opções existentes no mercado: deve-se comparar as opções de várias instituições financeiras e, além de ver se as parcelas cabem no bolso, orienta-se ter atenção ao custo de captação do crédito (taxa de juros) e ao tempo do investimento: Se acontecer algum imprevisto com a minha renda, conseguirei pagar as parcelas?

Outro fator importante a ser observado é o método de capitalização e de amortização de juros antes de fazer uma operação de crédito: considerando uma mesma taxa e um mesmo valor emprestado, o resultado pode variar significantemente de acordo a forma que o empréstimo foi contratado.

Vale ressaltar que essas operações envolvem diversas variáveis e detalhes importantes, mas que podem ser difíceis de compreender. Sempre que houver dúvida, é importante falar com uma pessoa de confiança que tenha conhecimento sobre Matemática Financeira ou, até mesmo, procurar um profissional em assessoria sobre finanças. Uma decisão mal tomada em se tratando de crédito pode ter efeitos muito prejudiciais para o futuro, como impossibilidade de pagamento e endividamento.

Vale ressaltar a importância de conhecer as próprias preferências e condições momentâneas de cada um: com autoconhecimento, moderação e equilíbrio, é possível ter uma melhor reflexão sobre o que realmente é necessário para manter a qualidade de vida. Há muitas questões que não estão sob nosso próprio controle, mas é necessário buscar ter uma boa atuação sobre aquilo que cabe a cada um. Assim, espera-se que essas orientações possibilitem a base para o conhecimento necessário para as questões sobre finanças pessoais.

 

*Um agradecimento especial à equipe do Projeto de Extensão Primeiros Passos em Economia e Cidadania da Unioeste, pelas discussões que subsidiaram a proposta deste artigo. Para conhecer o projeto, acesse: https://www.facebook.com/primeirospassosemeconomiaecidadania/

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