O Dia Sem Amanhã

Roberto C. P. Junior é espiritualista, mestre em ciências, membro da Academia de Letras e Artes de Portugal, integrante da Ordem do Graal na Terra e autor de seis obras, dentre as quais:
 O Dia Sem Amanhã, CapotiraO Filho do Homem na Terra. Responsável pelo blog e pela página "O Dia Sem Amanhã".

O Intercâmbio de Pensamentos

Existe uma interessante coincidência no campo das descobertas científicas e invenções, já notada por muita gente e que sempre se repete: a simultaneidade. É quando uma mesma descoberta ocorre quase ao mesmo tempo em partes diferentes do mundo. O Prêmio Nobel, por exemplo, frequentemente é dividido entre mais de um pesquisador, que chegaram simultaneamente aos mesmos achados.

Alguns casos de simultaneidades são bem impressionantes:

  1. O telégrafo teve três inventores reconhecidos, e um quarto, que sem saber nada de seus colegas, simplesmente pôs um aparelho a funcionar em Munique um mês depois de uma patente concedida na Inglaterra, tudo em 1837.
  2. A lei da conservação da energia foi formulada quatro vezes no ano de 1847, por quatro pesquisadores trabalhando independentemente.
  3. A fotografia foi inventada duas vezes em 1839, por Daguerre e Talbot; exatamente trinta anos depois, a fotografia em cores era inventada ao mesmo tempo por Cros e Hauron, que não se conheciam.
  4. O motor elétrico apareceu simultaneamente na Inglaterra, França, Itália e Estados Unidos.
  5. A máquina de escrever foi inventada ao mesmo tempo na Inglaterra e nos Estados Unidos, por vários indivíduos simultaneamente.
  6. O termômetro registra pelo menos seis inventores reconhecidos e o telescópio nove.

Qual seria a causa dessas simultaneidades surpreendentes?... A causa real, verdadeira, não é visível, pois decorre da atividade dos pensamentos, em conjunto com a atuação da Lei de Atração da Igual Espécie (on.fb.me/1IMhHLg).

Um cientista começa a se dedicar a um determinado assunto e se aprofunda em pensamentos a respeito. Esses pensamentos vão influenciar outros cientistas, ou seja, pessoas de uma igual espécie. Esses outros cientistas têm então uma “ideia genial”, que julgam ser apenas sua, e passam a se dedicar com afinco ao mesmo tema. Geram então novas formas semelhantes de pensamentos que, por sua vez, vão influenciar outros colegas que estão se dedicando àquela pesquisa, inclusive o primeiro, que deu origem ao pensamento inicial. Desse modo, há um intercâmbio mútuo, involuntário, entre esse grupo de pesquisadores.

Assim, a descoberta ou invenção acaba ocorrendo ao mesmo tempo, e de uma forma praticamente idêntica, apenas com pequenas alterações decorrentes da disponibilidade de recursos ou particularidades de entendimento do objeto em estudo.

O saber desse efeito dos pensamentos deveria bastar para suprimir qualquer ponta de orgulho e vaidade de quem surge anunciando aos quatro ventos uma ideia ou invento “revolucionário”, pois ninguém dá nada inteiramente de si mesmo, mas sim produz algo com a contribuição invisível de várias outras pessoas.

Vivesse a humanidade dentro da vontade do Criador, esse fenômeno colaborativo só geraria alegria e congraçamento. Como não é este o caso, assistimos nessas simultaneidades quase sempre disputas acirradas pela comprovação de primazias, ciumeiras e raivosas denúncias de plágio.

(Conheça as obras publicadas pela Ordem do Graal na Terra. Acesse: bit.ly/livros-OGT).

Este post em áudio: bit.ly/RJ15904.

Roberto C. P. Junior

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