Considerações Astrológicas

A verdadeira astrologia não se confunde com as práticas místico-ocultistas (bit.ly/2WNCqYV). Trata-se de um saber muito antigo e aprofundado, que, no entanto, não pode ser assimilado em sua totalidade, pois isso demandaria um conhecimento impossível de ser alcançado.

As irradiações dos astros são canais pelos quais corre o carma pessoal ou coletivo, tanto o bom como o mau. Irradiações favoráveis deixam fluir carma bom, ou não trazem nada caso nada haja de bom a atingir uma alma humana. Do mesmo modo, irradiações desfavoráveis deixam fluir carma nocivo, ou também não conduzem nada caso não haja nenhuma colheita a ser feita de uma prévia semeadura má. Para emitir uma opinião bem embasada, um astrólogo teria de conhecer não apenas todos os astros que influenciam uma pessoa (alguns desconhecidos), mas também a influência da própria Terra e ainda o carma da respectiva pessoa, em todas as suas mais ínfimas particularidades. Como não é possível saber tudo isso, é muito melhor que os cálculos astrológicos permaneçam apenas estudos pessoais, particulares, para não causar desassossegos desnecessários ou esperanças infundadas.

De qualquer modo, reminiscências da antiga arte régia da astrologia podem ser encontradas em textos antigos, sem cunho místico, onde o assunto é tratado de forma natural. O famoso médico Paracelso (1493 – 1591), por exemplo, dizia com propriedade que “os astros inclinam, mas não obrigam.” Já o livro bíblico de Ester nos informa que o rei Xerxes falava aos “astrólogos” (cf. Est1:15 – Tradução Ecumênica da Bíblia). O termo “astrólogos” nesta versão da Bíblia é uma tradução concisa, porém bastante acertada, da expressão literal no original hebraico: “sábios que conhecem os momentos favoráveis”.

Para surpresa dos pesquisadores e historiadores, entre os conceituados Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1947 no sítio arqueológico israelense de Qumran, foram encontrados dois horóscopos completos juntamente com vários livros da Bíblia hebraica. Anos antes, em 1928, já se descobrira uma sinagoga do século VI, denominada Bet-Alfa, que ostentava um mosaico com os signos do zodíaco. Sete séculos depois, o livro hebraico Zohar sustentava que as configurações formadas pelas estrelas e planetas “revelam profundos mistérios”… E mais recentemente, no século XV, encontramos o registro de que o papa Júlio II consultara um astrólogo para determinar o dia propício de sua coroação.

Sem dúvida é muito bom que um razoável conceito sobre a importância da arte da astrologia tenha sobrevivido em textos e eventos antigos. Por outro lado, é curioso constatar que em nossa época tão mecanicista, certos físicos teóricos, que contam entre os mais acérrimos críticos da astrologia, assegurem que o futuro possa ser previsto através de “branas de 12 dimensões que se desprendem de buracos negros intergalácticos”…

Os estudos astrológicos, antigos ou modernos, parecem ser, de longe, mais compreensíveis e proveitosos do que o misticismo científico.

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Este post em áudio: bit.ly/RJ170307.

Roberto C. P. Junior

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