O Antigo Normal

Há longos tempos, mas muito longos mesmo, da ordem de mais de um milhão de anos, o normal na Terra era completamente diferente. Foi a época da chamada “era áurea”, quando o espírito da criatura humana ainda atuava em relação certa com o raciocínio, sem submeter-se a este como um servo indolente que se dobra a um tirano que tudo decide e tudo determina. Felicidade, paz e alegria reinavam no planeta naquela época longínqua. As pessoas viviam unicamente para a alegria de seus semelhantes, e por isso todos colhiam bênçãos em abundância. Os animais eram queridos e respeitados, e assim contribuíam com sua parte não pequena para fazer da Terra uma cópia maravilhosa do reino espiritual.

Mas isso foi. Depois... tudo mudou. O pecado entrou no mundo, e a partir daí a humanidade passou a conhecer dor e sofrimento, coisas que não estavam previstas em seus caminhos de evolução (bit.ly/2VoEuZm).

Não apenas o Gênesis bíblico, mas diversas outras tradições também falam de uma antiga época de ouro. Alguns exemplos:

— Tradição hindu: “Na primeira era, as pessoas estavam isentas do mal e das enfermidades, possuíam tudo o que desejavam e tinham vida longa.”

— Tradição grega: “As primeiras pessoas, na idade áurea, viviam livres do mal e das aflições, desfrutando a comunhão com os deuses.”

— Tradição asiática: “Houve uma era feliz, em que as pessoas tinham alimentos com fartura e viviam cercadas de animais mansos.”

— Tradição germânica: “A raça original desfrutava uma vida de festividades perpétuas.”

— Tradição persa: “Nossos primeiros pais, inocentes, virtuosos e felizes, habitavam um jardim onde havia uma árvore da imortalidade, até o momento em que surgiu, em forma de serpente, um espírito maligno.”

O cerne de todas as narrativas é sempre o mesmo: há o surgimento de uma Criação perfeita, onde todos desfrutam de paz e alegria, vindo a seguir a queda do ser humano com suas graves consequências. O último capítulo dessa tragédia universal foi escrito há cerca de sete mil anos, quando do surgimento da doutrina de Baal (bit.ly/2VpDjJc).

Hoje, não há mais templos nem sacerdotes de Baal, mas seus princípios permanecem intocados: degradação da mulher, exacerbação dos instintos, cobiça e inveja em múltiplas formas, crueldade contra os animais, desrespeito a todas as leis da Natureza. Os terríveis efeitos retroativos disso tudo, porém, não bastaram para que o ser humano se modificasse. A maior parte da humanidade acredita poder libertar-se do sofrimento que ela mesma colocou sobre os ombros causando ainda mais sofrimento a outras criaturas, como os testes clínicos em animais, por exemplo. Um sinal bem sugestivo de que não aprendeu quase nada nos últimos milênios, a despeito da missão emergencial do Filho de Deus (bit.ly/Ensina-OGT). Uma evidência contundente de que imagina poder continuar agindo contra a Lei da Reciprocidade, sem receber nenhum efeito danoso retroativo.

Mas agora, finalmente, estamos chegando ao término dessa saga tão triste. Adentramos na última etapa do tempo de depuração, de prestação final de contas. A chegada do profetizado Grande Cometa traz os derradeiros efeitos, materialmente visíveis, da última fase do Juízo Final (bit.ly/3aF6fBI). Concluído este, a Terra estará novamente limpa, completamente purificada em todos os sentidos. Os habitantes remanescentes viverão então numa segunda era áurea – o Reino do Milênio, de irrestrita obediência às leis da Criação, na qual o novo normal será idêntico àquele antigo normal, da primeira era áurea. Sobre os efeitos desse astro extraordinário em nosso planeta, diz Abdruschin em Na Luz da Verdade, a Mensagem do Graal (bit.ly/Mensagem-OGT):

“Aos que entendem, poderia ser dito, outrossim, onde irão bater os primeiros raios fortes. Mas como tais radiações envolverão a Terra toda, pouco a pouco, não há motivo para entrar em maiores explicações a respeito. Decorrerão anos até chegar a esse ponto, e passarão anos até que a Terra torne a ficar livre dessa influência.

Então ela estará purificada e renovada em todos os sentidos, para bênção e alegria de seus habitantes. Nunca foi tão bela como então há de ficar; por isso deve cada fiel olhar para o futuro com serena confiança, sem se apavorar com o que possa ocorrer nos próximos anos. Se puder volver os olhos para Deus, cheio de confiança, não lhe sobrevirá nenhum sofrimento. — —”

Cada qual, pois, cuide de reconhecer o que ainda está errado em seu modo de vida e ajuste o mais rápido possível sua sintonia interior às leis universais, para que se torne apto a subsistir espiritualmente nessa transição, e possa viver jubilosamente em tempo próximo no renovado novo normal.

“Com relação ao seu próximo, viverá no futuro exclusivamente para a alegria dele, assim como também este em relação a ele, e não sentirá inveja nem cobiça por aquilo que ainda não possui.” (Abdruschin – Na Luz da Verdade).

(Conheça as obras publicadas pela Ordem do Graal na Terra. Acesse: bit.ly/livros-OGT.)

Roberto C. P. Junior

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