O Significado do Pentecostes

Pentecostes era inicialmente o nome que se dava à “Festa das Semanas” ou “Festa da Colheita”, celebrada sete semanas depois do início da colheita do trigo. Sete semanas correspondem a quase cinquenta dias, daí o nome de “Pentecostes” (do grego pentekostes – quinquagésimo).

As festas da Páscoa (do hebraico “Pessah” – passagem) e dos Ázimos (pães sem fermento) foram fundidas e fixadas no 14º dia do mês de Nisã, e a partir daí a Festa das Semanas recebeu uma data regular no calendário judaico: sete semanas após a Páscoa, que atualmente comemora a saída dos hebreus do Egito. No judaísmo, o Pentecostes passou a lembrar a outorga da Lei a Moisés. No cristianismo, o Pentecostes celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos no cenáculo, que teria ocorrido também cinquenta dias após a Páscoa cristã.

O derramamento de forças através do Espírito Santo, o Pentecostes, é um fenômeno que se repete regularmente em toda a Criação desde o início dos tempos, e não foi levado a efeito exclusivamente para os discípulos. É a época do suprimento de forças para a Criação inteira, o tempo da renovação, sem a qual tudo quanto foi criado acabaria por definhar e desaparecer, tal como descrito nas lendas sobre o Graal.

O famoso rei Davi conhecia o fenômeno e o cantou neste salmo: “Senhor, como são grandes as Tuas obras! A Terra está cheia das Tuas criaturas! Se lhes tira o alento, morrem e voltam ao pó donde saíram. Se lhes envia Teu Espírito, voltam à vida. E assim renovas a face da Terra” (Sl104:24,29,30).

Que o Pentecostes não ocorreu só uma única vez, exclusivamente para os discípulos, fica claro em algumas passagens de Atos dos Apóstolos: “Pedro estava ainda falando, quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que estavam escutando a Palavra. Os fiéis de origem judaica, que tinham vindo com Pedro, ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo fosse derramado também sobre quem era de origem pagã.” (At10:44,45). “Podemos, por acaso, negar a água do batismo a estas pessoas, que receberam, como nós, o Espírito Santo? (…) Logo que comecei a falar, o Espírito Santo desceu sobre eles, da mesma forma como descera sobre nós.” (At10:47;11:15)

Os judeus daquela época ficaram admirados com o derramamento de forças do Espírito Santo sobre os pagãos, porque não conheciam nada sobre a regularidade da renovação da força de Deus para a Criação inteira, tal como ficariam admirados também os fiéis cristãos de hoje se soubessem que essa renovação continua a ocorrer, ano após ano. No entanto, Pedro já dissera aos seus ouvintes que o dom do Espírito Santo era para eles e seus filhos, assim como “para todos aqueles que estão longe” (At2:39). No Antigo Testamento vemos uma alusão a esse processo, completamente desconhecido dos israelitas, com a indicação de que “a glória do Senhor encheu o Templo do Senhor” (1Rs8:11).

O Pentecostes ocorre em toda a Criação, e por conseguinte também na Terra e sobre toda a humanidade. E continua, sim, a ocorrer regularmente, ano após ano, em bem determinada época. Basta ao ser humano estar de alma aberta, pleno de humildade, para recebê-lo e usufruir as bênçãos da força do Criador, derramada pelo Espírito Santo. Esse estado de alma purificada, humilde e receptiva, é pré-condição para o recebimento da força.

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Roberto C. P. Junior

(bit.ly/rcpjunior)

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