13 Razões Porque Não

Segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde, cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio no mundo a cada ano, ou seja, uma a cada 40 segundos, em média. E para cada caso fatal há pelo menos outras 20 tentativas fracassadas. A incidência é maior na população mais jovem. Na faixa de 15 a 29 anos, é a segunda maior causa de morte registrada. As motivações que levam uma pessoa a atentar contra a própria vida são bem conhecidas e mapeadas, e, no entanto, nenhuma delas se sustenta quando analisada de uma perspectiva mais abrangente, principalmente do ponto de vista espiritual: 

  1. “Livrar-se de uma dor martirizante.” Ninguém sofre por acaso, ninguém é forçado a experimentar uma dor injusta (http://on.fb.me/1HaS3tz). Fomos nós mesmos que em algum ponto da nossa existência demos causa ao que nos atingiu de desagradável, por efeito da incorruptível Lei da Reciprocidade (http://on.fb.me/1fojJ8D) Aceitar a dor, procurar algum lenimento material e, sobretudo, modificar-se interiormente, direcionando a vontade, os pensamentos e ações exclusivamente no sentido do bem, para que os retornos futuros só possam ser bons. Não existe outro caminho para alívio do sofrimento. O suicida não só não será liberto da dor com o seu ato, como encontrará outras ainda maiores do outro lado da vida, sempre.
  1. “Causar dor a outrem.” Nada mais insensato pode ser feito. Tirar a própria vida como uma tentativa de vingança demonstra um desconhecimento absoluto do funcionamento das leis da Criação, um alheamento completo. Não importa o motivo: humilhação, desilusão amorosa, arbitrariedade... Eventual dor infligida a outrem com esse ato retornará ao causador de sua própria morte numa intensidade muito maior.
  1. “Dispor da própria vida como se desejar.” Somos responsáveis pelo nosso destino, mas não temos o direito de decidir entre viver e morrer, pois não fomos nós que concedemos o dom da vida a nós mesmos. Nós a recebemos do Doador onipotente como graça, pelo anseio manifestado de nos tornarmos autoconscientes, o que só pode acontecer em múltiplas peregrinações pelos mundos materiais. O autoextermínio pode até não ser um crime do ponto de vista legal, sob o código penal, mas o é pelo código da vida, pois constitui uma atitude frontalmente contrária à Vontade do Criador, com consequências nefastas ao causador.
  1. “Transtornos psicológicos.” Depressão, distúrbio bipolar, esquizofrenia e o que mais existe de problema psicológicos e mentais devem ser tratados com os recursos disponíveis (medicamentos e terapias), além de uma indispensável mudança da sintonia interior, já que todos esses males são oriundos da alma (http://bit.ly/1RVCYTq). Eliminar a si mesmo não trará nenhum alívio, pois a alma, com todos os seus pendores, continua a existir.
  1. “Reação ao bullying.” Violência física e moral deve ser combatida por todos os que tomam conhecimento dela: colegas, professores, pais e responsáveis. Os causadores precisam ser punidos da forma mais severa, exemplarmente. Mas tirar a vida em reação a esse tipo de violência é uma tolice sem tamanho. Há tantas pessoas intrinsecamente más em nosso mundo nos dias de hoje, que dentre os praticantes de bullying alguns até podem se sentir recompensados se a vítima se matar.
  1. “Demonstrar coragem.” Essa causa ganhou notoriedade em tempo recente pela disseminação de jogos que estimulam o jovem a ferir-se e, por fim, como coroação da “coragem”, matar-se. A realidade, porém, é inversa. Tirar a vida de si mesmo não é um ato de coragem, mas de covardia e de egoísmo. Covardia diante da vida, da necessidade de encarar a vida como ela é e de aprender com as vivências. E egoísmo pela indiferença em relação à enorme dor causada aos pais, amigos e parentes próximos. Desnecessário acentuar que toda essa dor retornará ao próprio suicida onde ele estiver após a morte.
  1. “Curiosidade.” É uma causa não muito comum, mas existe. Advém principalmente da leitura de determinados livros de ocultismo e misticismo (http://on.fb.me/1I54MnI). Que se trata de livros que nada ensinam sobre as leis da Criação e seus efeitos, fica evidente pela falsa curiosidade despertada em relação à vida no além, a qual pode levar uma pessoa imatura a cometer suicídio. Grande será sua surpresa ao reconhecer, do outro lado, o tamanho da sua inconsequência e insensatez.
  1. “Ato de protesto.” Imolações, greve de fome até a morte, e outras formas de tirar a própria vida como protesto político-social, indicam, mais uma vez, um desconhecimento absoluto das leis universais que regem a Criação. Maltratar voluntariamente o próprio corpo já é um crime inominável (http://bit.ly/2G8SuMp), e fazer isso até provocar a morte desse corpo é uma afronta consciente em relação às disposições das leis da vida.
  1. “Solidão.” Especialistas costumam explicar que o potencial suicida, de um modo geral, não deseja morrer, mas sim quer fazer morrer dentro de si algo que o oprime. Essa opressão, em muitos casos, é justamente a solidão, o sentir-se sozinho. Jovens idealistas, especialmente, se sentem frequentemente incompreendidos, e com isso solitários com os seus sentimentos. Esse sentimento é legítimo e decorre do reconhecimento de tudo quanto está errado no mundo de hoje; é o espírito recém despertado querendo alçar seu voo às alturas. O indivíduo, porém, não deve deixar-se subjugar pelas ponderações do seu raciocínio, o qual jamais pode ser um bom guia em situações que não lhe dizem respeito, como o anseio ascendente de um espírito puro. As ideias suicidas para essa situação surgem unicamente das elucubrações restritas do intelecto. O jovem não deve dar atenção a elas, mas sim ouvir unicamente a sua intuição – a voz do espírito, que sempre lhe indicará o caminho certo. Nesse caso, o de experimentar plenamente a vida, contribuindo com o que estiver ao seu alcance para enobrecê-la.
  1. “Problemas de saúde.” Essa é uma causa particular da primeira, a da “dor martirizante”. Doenças não são loterias negativas, que podem atingir indiscriminadamente este ou aquele. O doente pode e deve procurar solução na medicina e também na necessária mudança da vontade interior, que deve estar sempre voltada para o bem, e que por fim se manifestará também em seus pensamentos, palavras e atos. Doenças, aliás, podem ser úteis, ao fazer a pessoa refletir com mais seriedade em sua vida e possivelmente levá-la a uma outra sintonização, mais em conformidade com as leis da Criação.
  1. “Dificuldades financeiras.” Quem é capaz de se matar por falta de dinheiro, ou porque sofreu um grande prejuízo material, é muito mais pobre do que supõe. Pobre no espírito, desprovido de qualquer valor que pudesse levar consigo para o outro lado da vida. Dificuldades existem para serem vencidas, e o esforço pessoal e a boa vontade permanente são a chave para suplantar quaisquer dificuldades de ordem material.
  1. “Indução e imitação.” Essa é uma causa suspeitada. Alguns supõem que atos de suicídios, por si só, podem levar ao aumento de casos por imitação, tal como acontece em atentados. A súbita e triste notoriedade de um suicida, a comoção causada pelo seu ato, poderiam incentivar jovens imaturos a praticá-lo. Por isso, via de regra, casos de suicídio não costumam ser noticiados. Os jovens que se sentem influenciados desse modo deveriam então se aprofundar nos casos que lhe chamaram a atenção, até reconhecerem em toda a extensão o mal real que aquilo causou. Se deixarem o próprio coração falar, passarão a sentir uma repulsa natural pelo ato.
  1. “Efeito de drogas.” De acordo com a OMS, o abuso de álcool e de substância psicoativas aumentam significativamente o risco de suicídio entre pessoas jovens. Quem faz uso de muletas químicas como essas precisa, antes de mais nada, reconhecer sua dependência e querer libertar-se de fato disso. O desejo de “fugir da realidade” com elas só torna a realidade muito mais dura e difícil do que é. E fazer uso de drogas para angariar coragem para cometer suicídio equivale a tomar uma anestesia rápida antes de experimentar uma futura dor, imensa, após a morte, uma dor que não precisaria ser conhecida.

Aos que se encontram próximos de um potencial suicida, indica-se a necessidade de permanecer atentos aos sinais e, sobretudo, ouvir essa pessoa. Mas ouvir mesmo, com atenção, com interesse real, e não como incumbência artificial ou dever de ofício. Ouvir atentamente, entender e procurar ajudar onde e como for necessário, se possível indicando auxílio especializado. E às pessoas com ideias ou ideais suicidas, pode-se dar um conselho simples, amoroso e objetivo: não faça isso, apenas não faça. 

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 Roberto C. P. Junior

(http://bit.ly/rcpjunior)

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