A Pobreza da Avareza

A palavra avareza provém do latim “avarus”, derivado do verbo “avare”, que significa “desejar muito”, “querer desesperadamente”. O avarento traz consigo um desejo ardente de juntar posses, associado a um medo doentio de perdê-las.

Tal pessoa passa a vida a acumular riqueza, mas não faz nada com ela, não a transforma em proveito para seus semelhantes e nem mesmo dela usufrui. Ocorre, porém, que o dinheiro guardado para nunca ser usado não é mais do que papel pintado se estiver em casa, ou bit de computador se estiver no banco. Não é nada, não vale nada, não serve de nada.

O sujeito que não consegue produzir algo útil com o dinheiro que possui é, na verdade, muito pobre. Muito mais pobre do que aquele que efetivamente dispõe de poucos recursos. Uma pessoa pode ter pouco dinheiro e, mesmo assim, ofertar ricos presentes ao seu próximo, seja com bom humor, otimismo, vontade de ajudar, e tantas coisas mais. O avarento, ao contrário, é amargo, desconfiado, infeliz; só faz espalhar azedume ao redor de si, empestando o ambiente com seus pensamentos egoísticos.

Contudo, o conceito de avareza não se restringe a riquezas materiais, mas vai além. Há avarentos de saber, por exemplo. São os que guardam exclusivamente para si eventuais conhecimentos e reconhecimentos de valor, sem nunca ofertá-los ao próximo. Há avarentos de misericórdia e compreensão, que utilizam essas duas belas dádivas apenas em relação a si próprios, sem jamais concedê-las a outros. Há avarentos de ânimo, rápidos em elogiar o trabalho dos que lhe são próximos, mas incapazes de oferecer uma única palavra de incentivo aos que labutam fora do seu círculo mais imediato. Há, pois, uma infinidade de avarezas e de avarentos. Todos eles, porém, com uma característica comum e marcante: não transformam o que possuem em bênçãos duradouras para o ambiente em que vivem.

O avarento deixa de cumprir um preceito básico da lei do equilíbrio, o qual estipula que apenas dando pode-se também receber, quando se trata de valores verdadeiros (bit.ly/29f8Zr4). Como eles nunca dão nada ou quase nada a ninguém, nada ou muito pouco podem receber da atuação das leis da Criação. Serão sempre as mais pobres das criaturas desta Terra, as mais miseráveis, pouco importando a quantidade e o valor dos bens que possuem, sejam concretos ou abstratos.

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Este post em áudio: clyp.it/bydxxoaa.

Roberto C. P. Junior

(bit.ly/rcpjunior)

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