Cotidiano

Acolhimento Familiar de Crianças e Adolescentes é lançado em Assis

A Prefeitura de Assis Chateaubriand, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, lançou, na noite de quinta-feira (8), o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora para Crianças e Adolescentes, que visa ampliar e melhorar o atendimento ao cidadão quando a família encontra-se impossibilitada de cumprir sua função de cuidado e proteção.

 

Até então, o município contava somente com o Acolhimento Institucional, através de duas casas lares, que atendem 27 crianças e jovens. Essas estruturas serão mantidas, mas, agora, tendo como alternativa a modalidade de acolhimento familiar. Para isso, é preciso que famílias chateaubriandenses se coloquem à disposição para recebê-las temporariamente em seus lares.

 

O serviço, vale ressaltar, conta com critérios. “A família acolhedora precisa ser moradora de Assis há mais de três anos, ter idade acima de 21 anos e condições sociais para prover as necessidades da criança, entre outras questões que serão analisadas pela equipe técnica, formada por uma assistente social e uma psicóloga, destinada exclusivamente para atendimento ao serviço”, explica Franciane Martins Micheletto, secretária de Assistência Social e da Mulher.

 

A implantação do projeto conta com total apoio do Poder Judiciário. “Eu sou um entusiasta da ideia e, no que depender do Judiciário, serão feitos todos os esforços para o sucesso. O serviço visa reestabelecer laços familiares, através de uma família que vai acolher essa criança e dar a ela o mínimo de uma estrutura familiar”, destaca o Juiz de Direito da Comarca de Assis Chateaubriand, Sidnei Dal Moro.

 

Cada família poderá acolher a criança ou o adolescente por um período de, no máximo, dois anos. A partir daí, será decidido se ela será reinserida à sua família de origem ou encaminhada para adoção.

 

As famílias interessadas em se tornar acolhedoras devem procurar a Secretaria Municipal de Assistência Social. Como incentivo, a família receberá uma bolsa auxílio de um salário mínimo ou, no caso de a criança ser portadora de deficiência, um salário e meio.

 

“Ao implantarmos o Serviço de Acolhimento Familiar, estamos aprimorando nosso atendimento e dando uma atenção especial às crianças e aos adolescentes que não possuem condições adequadas de convivência familiar em seus lares. É uma situação delicada e que precisa da intervenção do poder público”, destaca o prefeito, João Aparecido Pegoraro.

 

Em solenidade realizada no Centro de Convenções da Prefeitura, o projeto foi apresentado para representantes de diversos seguimentos da sociedade, como entidades, órgãos, igrejas e Conselho Tutelar, bem como do Ministério Público, através da Promotora de Justiça, Karina Freire Gonçalves. O legislativo municipal foi representado pela presidente e o vice da Câmara, Vera do Nascimento e Odilo Denig, acompanhados de secretários e diretores do Governo Municipal.

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