Economia

Alta do dólar sobre real não preocupa, diz secretário do Tesouro

Ilustrativa Pixabay

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, disse nesta quarta-feira (16) que a atual escalada do dólar frente ao real não preocupa, e deixou claro que o Banco Central é quem está monitorando esses movimentos no câmbio.
"O Tesouro sempre conversa com o Banco Central, troca informação", afirmou ele quando questionado se o Tesouro descarta atuar com o BC nos mercados.
"Questão de taxa de câmbio, questão de taxa de juros, é Banco Central. Questão fiscal é ministério da Fazenda e Planejamento. Então cada um na sua área de atuação. O que há, e o que é comum, é um bom e excelente diálogo dentro da equipe econômica", acrescentou.
Nesta manhã, o dólar mantinha a trajetória de alta acompanhando o cenário externo, na casa de R$ 3,68, com os investidores temendo juros mais altos do que o esperado nos Estados Unidos este ano, já que altas adicionais influenciam o fluxo global de recursos.
Mansueto repetiu a avaliação feita por membros da equipe econômica nos últimos dias, destacando que o dólar tem subido frente a outras divisas, inclusive ao euro.
"Essa volatilidade é uma coisa muito de curto prazo, muito de atuação de mercado... Por enquanto não preocupa", afirmou.
Questionado sobre o impacto nas contas públicas da renegociação de dívidas do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural), Mansueto afirmou que se todos os valores devidos fossem renegociados de uma vez e neste ano, essa despesa poderia chegar a R$ 17 bilhões.
Ele também reforçou que essa renegociação só poderá ocorrer quando o Congresso Nacional aprovar uma lei prevendo dotação orçamentária específica para este fim.
Em função do quadro ainda indefinido, as despesas decorrentes do Funrural não deverão entrar no relatório de receitas e despesas, que será divulgado até dia 22.
A jornalistas, ele reconheceu que nos últimos meses alguns indicadores de atividade têm vindo "um pouquinho mais fracos do que se esperava", e apontou que o time econômico está trabalhando numa eventual revisão da perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, hoje em 3%.
Segundo ele, em tese, o PIB mais fraco afetaria as receitas no ano, mas apontou que a arrecadação tem sido bastante boa, vindo inclusive acima do esperado em abril. Também disse que os royalties de petróleo também tendem a beneficiar, já que o Orçamento do ano considerou cotação de US$ 50 o barril, frente a cerca de US$ 75 atualmente.

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