Saúde

Animais de estimação auxiliam no desenvolvimento de crianças pequenas

Ter um bichinho de estimação em casa é muito bom, além de fazer muito bem tanto para a saúde física quanto mental. Para muitos adultos ter um animal é como ter uma companhia fiel. Já para as crianças é desenvolver grandes sentimentos e atividades. Mas e para as crianças menores de cinco anos? Os animais trazem benefícios ou riscos?

Em um estudo realizado por pesquisadores da Finlândia e da Alemanha, o qual acompanhou 397 crianças desde a gestação até 1 ano de idade, mostrou que as crianças que possuíam cachorros em casa tiveram menos problemas do aparelho respiratório ou de infecções do que os outros que não tiveram exposição ao animal.

De acordo com a pediatra Líria Campos, essa regra não é para todas as crianças. “Em muitos casos as crianças podem mesmo não desenvolver nenhuma doença, mas em outros ela pode ter algumas reações alérgicas como respiratórias, pele e outros. Sempre vai depender muito da criança e claro do animal que ela esta tendo contato”.

A pediatra destaca também que não é aconselhável o contato de pássaros e hamsters com crianças muito pequenas, pois por seu sistema respiratório estar se acostumando com coisas que ele nunca havia entrado em contato seja : poeira, fumaça e até mesmo a poluição diária no ar, as mesmas podem sofrer mais por conta dos pelos minúsculos e pedaços de penas que as vezes nem percebemos que tem.

Os brasileiros gostam tanto desses bichinhos, que atualmente são mais de 132,4 milhões de animais de estimação em nosso país. Sendo que os principais animais são cães, gatos e aves. Mesmo assim, muitas famílias tem medo de permitir o contato de uma criança pequena e um animalzinho.

Beatriz Aparecida Cortez é mãe de primeira viagem e ela conta sobre a relação que sua bebê de 5 meses com seu cachorro “vira-lata”. “ Sempre tive muito medo de ter um bebê e ainda mais por ter um cachorro “sem raça” que muitas pessoas diziam não ser bom para ter contato com bebês. Mas mesmo assim eu acabei engravidando e durante minha gestação eu levei a “Lulu” para o veterinário e pedi a ele se havia algum problema, ele examinou ela, deu todas as  vacinas e disse para não me preocupar. Hoje a relação das duas é ótimo e vejo que ela ajudou muito a nenê ao desenvolver aos poucos o tato, o pegar, o falar e tudo mais”.

O veterinário Rodolfo Guilherme, explica que se o animal estiver com todas as vacinas em dia e estiver limpo, não á o que temer. “Muitas pessoas chegam aqui na clinica e me pergunta Dr. O que eu posso fazer para o meu cachorro não transmitir doenças para os meus filhos? É simples basta ter muito cuidado com a saúde do animalzinho e sua limpeza e deixar que a criança e o animal se acostumem um com a presença do outro”.

Julia Almeida tem quatro animais em casa, sendo dois cachorros, um gato e uma calopsita, de acordo com ela, os animais sempre viveram dentro de casa com sua família e seus filhos sempre tiveram contato com os animais. “Desde que tive meu primeiro filho eu optei por ele ter esse contato direto com os animais, tanto para ter companhia, brincar e também para desenvolver algumas coisas como atenção, dois dos meus três filhos aprenderam a gatinhar mais rápido por conta dos nossos animais, então ao meu ver eu acho que as crianças devem ter o contato e quanto a saúde basta cuidar”

De acordo com a pediatra, os animais trazem muitos benefícios para as crianças como alegria, faz com que as crianças desenvolvam carinho, atenção, cuidados, e outras coisas que são essenciais para o crescimento psicológico e neurológico. Mas isso apenas se consegue com um acompanhamento dos pais e uma educação básica contra os maus tratos e tudo o que possa levar a criança a nunca machucar o animalzinho e assim ter uma amizade tranquila e saudável com o bichinho.

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