Carro & Cia

Volks lança Golf 2019 e, após greve, evita fazer previsões de longo prazo

Foto ilustrativa Pixabay

Golf internacional

EDUARDO SODRÉ
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Volkswagen se esforça para manter o otimismo após ter parado a produção devido à greve dos caminhoneiros. A montadora, que registra bons números em 2018, lança a linha 2019 do Golf ainda acreditando em crescimento no segundo semestre, mas sem fazer projeções.
"Percebemos que a indústria está voltando ao normal depois da greve, mas fazer previsões muito tempo adiante é uma coisa perigosa no Brasil", disse Gustavo Schmidt, vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen, durante a apresentação do modelo.
Segundo o executivo, as vendas da Volks cresceram 35% entre janeiro e maio e fizeram a marca alcançar uma fatia de 15,2% do mercado automotivo em 2018.
Embora tenha participação modesta nos emplacamentos, o Golf chega a 2019 ainda sendo produzido em São José dos Pinhais (PR). O carro mais global da marca recebe mudanças visuais e uma nova opção: 1.0 TSI com câmbio automático de seis marchas. O motor, com turbo e tecnologia flex, tem 128 cv de potência.
Os preços começam em R$ 91,8 mil, valor pedido pela versão 1.0 TSI Comfortline automática (a opção com caixa manual não é mais fabricada). O carro é equipado com sete airbags, controles de tração e de estabilidade, ar-condicionado, sistema de som que se conecta a smartphones e direção com assistência elétrica, entre outros itens.
Única versão produzida no México, A perua Variant mantém o motor 1.4 TSI turbo flex (150 cv) e custa R$ 103 mil na configuração Comfortline.
O esportivo Golf GTI tem a potência aumentada para 230 cv -10 cv a mais que antes- e preço inicial de R$ 143,8 mil.
A opção hatch 1.4 TSI Highline completa a família e custa R$ 112,2 mil.
Contudo, tanto as versões hatch como a perua não são a prioridade da Volks neste momento. A montadora prepara o lançamento do utilitário compacto T-Cross, que chega às lojas no primeiro semestre de 2019. É o primeiro produto nacional de uma linha que, nos próximos anos, terá uma picape e outros SUVs de maior porte.
A empresa está investindo R$ 7 bilhões nestes lançamentos, e garante que o valor não será alterado devido ao mau humor atual no mercado. Segundo Gustavo Schmidt, a fabricante espera que a nova regulamentação para o setor automotivo -o programa Rota 2030, que substituirá o Inovar-Auto- seja anunciada em breve.
Quando isso ocorrer, a VW vai definir sua estratégia para o segmento de veículos híbridos e elétricos.
A marca alemã também lançou neste ano a nova geração do Tiguan, que é importado do México, e o sedã nacional Virtus.

RECEBA O NOSSO BOLETIM EM SEU E-MAIL!

--