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No Paraná, associação de locadoras busca integrar segmentos do turismo e do agronegócio

No Paraná, o setor de locação de veículos está em forte crescimento: entre 2017 e 2018, abriu-se 271 novas locadoras, totalizando 827 empresas no estado. Juntas, elas operam uma frota de mais de 37 mil veículos, segundo dados da Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (ABLA).

O segmento, entretanto, está em profunda transformação, devido a fatores como o surgimento de aplicativos como o Uber e o desenvolvimento do turismo e do agronegócio. Para Tércio Gritsch, diretor regional da ABLA no Paraná, um dos desafios da associação no estado é lidar com a heterogeneidade do mercado.

“A gente está integrando os associados da capital e de Foz de Iguaçu, voltados ao turismo, com os do interior, focados no agronegócio”, descreve Gritsch. “O mais interessante é a troca de informações. Nos cursos da Uniabla [universidade corporativa do setor] ou em outros eventos, reunimos associados destes diferentes segmentos para trocar experiência sobre os seus diversos mercados: terceirização de frota, aluguel diário e locação para motoristas de aplicativos”.

 

A locação de veículos no Paraná

 

Inovação e Mobilidade

Segundo Gritsch, poucas empresas brasileiras estão preparadas para lidar com as inovações tecnológicas e econômicas que se tornaram constantes neste século. Entretanto, diz que “as locadoras do Paraná estão se preparando e se transformando para o novo momento do mercado. Temos a vantagem de estarmos em um setor em voga hoje: o setor de mobilidade”.

Apesar da força das três maiores empresas do setor, a Unidas, Localiza e Movida, Gritsch defende que há espaço para as pequenas locadoras no mercado. “Cada locadora tem sua particularidade e as empresas pequenas conseguem atender individualmente seus clientes, de modo personalizado”.

Mesmo assim, o diretor regional ressalta a necessidade de integração entre as locadoras e de se atualizar constantemente. “O Brasil está em transformação e logo se discutirá a questão da Reforma Tributária. Como diretor regional, tenho que estar muito inteirado sobre o que está acontecendo, até porque os associados demandam saber que ações estamos tomando para desenvolver o setor de locação”, concluiu.

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