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Cientistas criam “vacina” para prevenir queimadas florestais

Pixabay

Pesquisadores dos EUA criaram “vacina” para prevenir queimadas

Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram um gel que funciona como se fosse uma “vacina” para prevenir incêndios florestais. A composição da invenção tem como base o polímero celulose, material derivado de plantas que gruda na vegetação mesmo na chuva ou vento.

Para combater as queimadas, é costume usar retardantes de chamas, como o polifosfato de amônio, um sal inorgânico que produz água quando entra em combustão. Porém, o uso do sal não é eficaz a longo prazo, visto que em algum momento toda a água presente na substância evapora.

Com a nova invenção, os cientistas podem ter resolvido esse problema – misturando o polifosfato de amônio com o gel, eles conseguiram fazer com que 50% do retardante de chamas grudasse na vegetação por mais tempo. “O que é acontece é que os polímeros se ligam entre as partículas. Me refiro [ao gel] como se fosse um velcro molecular”, explicou Eric Appel, um dos pesquisadores, em comunicado.

Appel já desenvolvia diferentes tipos de gel para combater doenças como o HIV, mas essa foi a primeira vez que criou algo para aplicar no meio ambiente. Segundo ele, assim como ocorre com medicamentos, o gel deve ser seguro e não-tóxico.

Foram feitos testes iniciais com bactérias, que mostraram aos pesquisadores que a invenção não apresenta alta toxidade. Outros experimentos ainda devem ser feitos para garantir que o uso da “vacina” é seguro até que ela possa ser jogada em florestas a partir de máquinas e aeronaves. 

Além de servir para evitar as queimadas, a substância pode ajudar a interromper as chamas no momento exato dos incêndios. Testes supervisionados pelo Departamento Florestal e de Proteção de Incêndios da Califórnia (CalFire) mostraram que a grama tratada com o gel não pegava fogo. 

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