Comportamento

Combate ao consumismo é foco de programa educativo

Discutir o consumismo e incentivar as crianças de 6 a 12 anos a pensar sobre seu cotidiano e hábitos que impactam o meio ambiente são os objetivos do programa EcoAtivos, que vai atingir 500 escolas da rede pública em sete cidades do Brasil.
O projeto quer ampliar o conhecimento de professores, diretores, gestores e comunidade escolar para a adoção de atitudes sustentáveis. É uma espécie de alfabetização ambiental para adultos com o objetivo de chegar aos estudantes.
Durante este ano, serão realizadas encontros e aulas online para cerca de 2000 professores e 500 coordenadores pedagógicos, de escolas de Ensino Fundamental I, em sete cidades do país: Belém, Brasília, Canoas (RS), Novo Hamburgo (RS), Salvador, São Paulo e Porto Alegre.
As escolas foram selecionadas pelas secretarias de educação estaduais. O programa tem patrocínio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, PNUMA, e foi elaborado pelo projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, que analisa o impacto da publicidade no público infantil.
O EcoAtivos tem três fases. Na primeira, os professores participam de encontros com os monitores do projeto. Eles recebem material para leitura e para uso em sala. Na segunda fase, há videos e aulas que podem ser acompanhados online. São sugeridos conteúdos e formas de abordagem. A terceira etapa será a aplicação dos conceitos debatidos em projetos com os alunos. A ideia é incentivar os professores para que desenvolvam atividades com os alunos, não apenas no âmbito das disciplinas de ciências.
"Queremos inspirar os professores. Eles conhecem seus alunos e podem avaliar a melhor forma de desenvolver os conteúdos com os jovens", diz a advogada Isabella Henriques, uma das diretoras do Instituto Alana.
Os trabalhos dos alunos devem ser inseridos na plataforma Criativos da Escola, que tem uma metodologia especialmente elaborada para orientar a solução de problemas.
TEMAS
Para abordar os temas de forma orgânica é utilizado como recurso visual a imagem da "Flor da Sustentabilidade", que propicia a compreensão dos problemas locais e da escola, fomentando a mudança de pensamento e comportamento. O método também leva à criação de soluções viáveis e ecológicas a curto, médio e longo prazo, segundo o Alana.
Os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, as mudanças climáticas, economia solidária, cooperativismo, o uso ético dos recursos naturais, consumo de energia limpa, acesso equitativo a tecnologias, regeneração dos solos, biomas brasileiros e reflorestamento estão entre os tópicos abordados, dentro de seis núcleos: água, interação humana, espécies e ecossistemas, energia e tecnologia, segurança alimentar.
O núcleo dedicado à água, por exemplo, se dedica a explorar questões que vão da situação dos oceanos e das bacias hidrográficas do Brasil, saneamento, até recuperação de nascentes, tecnologias de cuidado com a água e explicações sobre pegada hídrica.
"Temos percebido o interesse de outras escolas que não fazem parte do projeto. Com os dados dessa primeira fase vamos poder analisar a possibilidade de expandir o programa", diz Isabella.

Informações sobre a grade de temas podem ser obtidas no site do Instituto Alana.

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