Trânsito

Curitiba registra mais uma morte de ciclista em 2019

Marcia Raquel de Oliveira

O estudante de Engenharia Mecânica da UTFPR, Arthur Pugliesi Oliveira, é mais uma vítima do trânsito de Curitiba e aumenta os dados negativos sobre mortes de ciclistas no Paraná, que é o segundo estado que mais mata, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, entre 2001 e 2017.

 

Foram 2.618 mortes de ciclistas neste período no Paraná, o equivalente a 10,9% do total de 23.992 no país, ficando atrás apenas de São Paulo (4.013) e a frente do terceiro colocado, Minas Gerais (2.204).

 

Mais uma vítima

O estudante Arthur, de 23 anos, usava a bicicleta como meio de locomoção e era apaixonado por atividades físicas. No dia 22, por volta das 20h30, foi atropelado na Avenida das Torres, na altura do supermercado Big na capital paranaense, e veio a morrer em decorrência dos ferimentos no Hospital Evangélico.

 

Arthur tem família em Osasco (SP) e residia na Casa do Estudante Nipo-Brasileira de Curitiba (CENIBRAC). Naquele horário, o estudante voltava do treino de Karatê. As condições do acidente ainda não foram totalmente esclarecidas.

 

O deputado estadual Goura (PDT), que há tempos vem alertando sobre a necessidade de um trânsito mais seguro e inclusivo para todos, lamentou mais uma perda e cobrou do Governo a divulgação dos dados atuais.

 

“Toda a nossa solidariedade aos familiares do Arthur e demais vítimas do trânsito. Esse é um quadro que precisamos mudar, é inaceitável que a cada seis horas um ciclista perca a vida em acidente de trânsito”, ressaltou.

 

Vida no Trânsito

Dados divulgados pelo Programa Vida no Trânsito mostram que enquanto a taxa de mortes por Acidentes de Transportes Terrestres geral no Paraná caiu 8% de 2017 para 2018, as mortes de ciclistas aumentaram em 47% no mesmo período, passando de 98 em 2017 para 144 em 2018.

 

Quando se trata apenas de Curitiba, a média de mortes de ciclistas por acidentes de trânsito é de 13,8 nos últimos 10 anos. Porém, de 2017 para 2018 o aumento foi 60%, passando de 10 mortes para 16.

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