Derivativos: você sabe o que é?

***Texto escrito a partir da dúvida de leitores.

 

            Os brasileiros e brasileiras têm cada vez realizado aplicações no mercado financeiro. Segundo os dados da bolsa brasileira, B3 [Brasil, Bolsa, Balcão](1), em julho de 2019, havia um milhão de investidores em produtos de renda variável; já em abril de 2020, esse número havia dobrado. Com a queda da taxa Selic, que norteia o rendimento das demais taxas de juros pagas pelo mercado, algumas pessoas estão saindo da poupança em busca de maior rentabilidade, seja através de renda fixa, seja através de renda variável.

Com isso, dúvidas surgem: dentre as opções ofertadas pelo mercado, estão os derivativos.  Mas o que são? Como funcionam? Para que servem? Essas e outras perguntas serão brevemente respondidas neste texto, buscando esclarecer os leitores que podem estar interessados em investi e indicar fontes confiáveis para saber mais.

Os derivativos consistem em contratos cujos valores derivam majoritariamente de um ativo subjacente, taxa de referência, ou ainda, de um índice. Esse ativo pode ser físico, como café ou ouro, ou financeiro; por exemplo, ações ou taxas de juros. Além disso, esses ativos podem ser negociados no mercado à vista ou não. Em resumo, os negociadores se comprometem a comprar ou vender um ativo por um preço e em prazo determinados.

De forma geral, eles são negociados em mercados organizados sob a forma de contratos padronizados, com especificações de quantidade, qualidade, prazo de liquidação e forma de cotação do ativo que baseia o valor do derivativo. Investe-se em derivados em busca de proteger as operações dos riscos das flutuações de preços e das variáveis macroeconômicas – e, claro, em busca de rendimento.

            São classificados, de forma simplificada, em quatro categorias: contratos a termo (a compra/venda desse tipo de derivativo gera o comprometimento de comprar/vender certa quantidade de um ativo sob certo preço, para liquidação futura); contratos futuros (funciona de forma semelhante aos contratos a termo; porém, a liquidação leva em conta um ajuste diário nos preços com base nas expectativas do mercado, de forma que o investidor pode receber a mais ou pagar a diferença); opções (direito de comprar ou de vender um ativo por um preço fixo numa data futura, sendo adquiridas pagamento de um prêmio a quem vendeu); e swaps (acordo em que dois investidores negociam a troca de rentabilidade entre dois ativos, buscando aumentar a previsibilidade para os investidores).

            Para investir em derivativos, é necessário ter conta em uma corretora – instituição que intermedia as operações entre a B3 e a pessoa física. Deve-se ficar atento às taxas cobradas pelas instituições, além das plataformas e outros benefícios ofertados. Além disso, vale uma atenção especial a questões que envolvem não só para derivativos, mas para qualquer produto do mercado financeiro: qual é o próprio perfil do investidor e quais são as suas reações diante de cenários diversos? Quanto tempo tem para se dedicar ao estudo do mercado de derivativos, acompanhar os movimentos e definir estratégias?

            Após ter uma resposta clara para essas perguntas, o caminho é começar a investir, de preferência com algum tipo de assessoria. Constantemente, deve-se manter atendo às análises do mercado e os relatórios geralmente fornecidos por instituições da área. Conhecimento nunca é demais e é fator essencial para tomar decisões mais acertadas. Um local adequado para começar a pesquisar é o site da B3(2), que fornece diversas informações de qualidade. Sendo assim, mãos à obra: bons estudos e ótimos investimentos!

 

(1) B3 (Brasil. Bolsa, Balcão). B3 divulga estudo sobre o perfil dos investidores pessoa física na bolsa. (19 de maio de 2020) 2020. Disponível em http://www.b3.com.br/pt_br/noticias/pessoa-fisica.htm. Acesso em: 06 jun. 2020.

 

(2) ______. A Bolsa do Brasil | B3. 2020. Disponível em: http://www.b3.com.br/pt_br/. Acesso em: 06 jun. 2020.

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