Economia

Dólar atinge R$ 3,67 com aumento da cautela no exterior e antes do Copom

Ilustrativa Pixabay

 O dólar subiu para R$ 3,67 nesta quarta-feira (16) e fechou em alta pelo quarto dia com aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Coreia do Norte e também antes da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) sobre juros no Brasil.
Como pano de fundo persiste a cautela com uma aceleração dos aumentos de juros nos Estados Unidos, após o rendimento dos títulos de dívida americana com vencimento em dez anos subir para 3,1%, maior nível em sete anos.
O dólar comercial subiu 0,4%, para R$ 3,677. Ainda está no maior patamar desde abril de 2016, quando fechou a R$ 3,693. O dólar à vista, que fecha mais cedo, avançou 0,68%, para R$ 3,680.
A Bolsa brasileira teve valorização de 1,65%, para 86.536 pontos. O dia foi de vencimento sobre opções do índice Ibovespa, que movimentou R$ 133 milhões. No total, o volume financeiro negociado foi de R$ 12,1 bilhões.
O real foi a terceira moeda que mais se desvalorizou em relação ao dólar nesta sessão -só ficou atrás das divisas da Bulgária e da Tailândia.
Outros emergentes tiveram desempenho melhor: o peso argentino foi a moeda que mais ganhou força ante o dólar, com alta de 1,59%. O rublo russo subiu 0,97% e o rand sul-africano ganhou 0,97%. Das 31 principais moedas, o dólar ganhou força em relação a 12. 
O cenário maior, de preocupação com aumento adicional de juros nos Estados Unidos, se manteve nesta sessão. O rendimento dos títulos americanos com vencimento em dez anos voltou a subir e atingiu 3,1%.
A probabilidade de uma quarta alta do Federal Reserve (Fed, banco central americano) na reunião de dezembro agora está em 41,1%.
Mas a nova tensão geopolítica entre Coreia do Norte e Estados Unidos também contribuiu para a alta do dólar nesta sessão, na avaliação de Celson Plácido, estrategista-chefe da XP Investimentos.
"[O presidente americano, Donald] Trump fazendo movimentos militares na Coreia do Sul gera dúvidas sobre um acordo com a Coreia do Norte. Aí os investidores buscam ativos mais seguros, como o dólar", diz.

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