Economia

Dólar cai mais de 1%, a R$ 3,68, e volta aos preços de maio

O dólar fechou abaixo de R$ 3,70 nesta quarta-feira (17), voltando a patamares que não eram registrados desde maio.
A moeda americana recuou 1,02%, a R$ 3,682, na mínima desde 25 de maio, quando o mercado sofria com a paralisação dos caminhoneiros nas estradas. Desde então, o dólar não havia fechado abaixo de R$ 3,70.
O mercado financeiro incorporou aos preços novas afirmações do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) sobre independência do Banco Central e sobre aprovar reforma da Previdência, ainda que em moldes diferentes dos propostos pelo presidente Michel Temer (MDB).
"Sem interferência, inclusive o Banco Central independente de política, o tripé macroeconômico tem que continuar em vigor, e o Paulo Guedes está com uma equipe muito grande e trabalha nesse sentido. A responsabilidade dele é enorme nessa área", disse Bolsonaro em entrevista ao canal SBT na terça-feira.
A essa sinalização positiva se soma a vantagem de Bolsonaro na preferência dos eleitores antes Fernando Haddad (PT), com quem disputa o segundo turno.
"O mercado está consolidando que dificilmente teremos uma virada no cenário eleitoral. E Bolsonaro está falando a língua do mercado", diz Fabrizio Velloni, chefe da mesa de operações da Frente Corretora.
Luciano Sobral, economista do Santander, afirma que o mercado coloca nos preços que, independente do resultado, a condução da economia envolverá reformas que o mercado julga necessárias para o país.
Sobral afirma ainda que o dólar é favorecido pela diminuição das operações de hedge cambial (instrumento financeiro que permite uma empresa com despesa em dólar se proteger da alta da moeda)
"Como as eleições estão se desenrolando para lado ...

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... mais positivo, isso gera menos pressão no mercado de câmbio", acrescenta.
No exterior, o dia foi majoritariamente negativo para moedas emergentes. De 24 divisas, o dólar ganhou força sobre 14 delas. O real foi a segunda divisa que mais ganhou sobre o dólar, atrás apenas da lira turca.
O mercado externo segue influenciado pela expectativa de alta de juros nos Estados Unidos acima do previsto atualmente, ao mesmo tempo em que o presidente americano, Donald  Trump, critica a atuação do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA). 
A Bolsa brasileira alternou entre perdas e ganhos durante o dia e fechou perto da estabilidade, com alta de 0,05%, a 85.763 pontos. 
O Ibovespa sofreu com a queda de 1% nos papéis preferenciais da Petrobras e também pelo tombo nas ações da Eletrobras, mas acabou sustentado pela alta de quase 2% da Vale.
A Eletrobras se desvalorizou após decisão do Congresso rejeitar vendas de distribuidoras ligadas à estatal.
No exterior, as Bolsas tiveram um dia negativo, com queda generalizada nos Estados Unidos e na Europa.

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