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Especulação no milho perde intensidade

Ilustrativo Pixabay

“Os compradores de milho começam a se recusar a pagar os preços pedidos pelos vendedores, simplesmente porque ultrapassa a sua capacidade de repassar estes custos para os seus produtos, principalmente entre as indústrias de proteína animal e granjeiros”. A avaliação é do analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco.
 
De acordo com ele, o recebimento dos lotes contratados a prazo de safra, no início do plantio e que estão sendo entregues agora (inclusive a preços menores do que os atuais), dão alguma sustentação aos compradores. “Assim, se retiram do mercado e obrigam os vendedores a baixar os preços”, diz Pacheco.
 
“Também o ritmo lento das colheitas do milho safrinha, na maioria dos estados produtores e as exigências da tabela de fretes (sancionada hoje pelo Presidente da República e valendo com força policial) impedem o aumento da demanda por parte dos compradores”, acrescenta.
 
Pacheco aponta outro reflexo do tabelamento de fretes: alguns grandes players do mercado de proteína animal buscam milho na Argentina, como anunciou a JBS na semana passada, com a programação de dois navios para o porto de Imbituba-SC, num total de 120 mil toneladas. 

“A atividade de exportação ainda continua, principalmente nos estados do Centro-Oeste, como mostramos na tabela de Line Up abaixo, por país de destino. Todos estes fatores somados fizeram o Indicador do Cepea recuar 0,39% em Campinas, termômetro do mercado físico, para R$ 41,05/saca, reduzindo a alta mensal para 6,79% em agosto”, conclui.

 
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