Policial

Famílias são retiradas para novo hospital

Ilustrativa Pixabay

 O autônomo Nathan Luiz do Nascimento, 23, observava na tarde deste domingo (15) o entra e sai de funcionários de uma empresa de mudança na casa do vizinho, onde funciona uma pensão. A poucos metros, usuários de drogas se aglomeravam debaixo de guarda-chuvas, na região da cracolândia, no centro de São Paulo.
Nathan está entre as 225 famílias que serão removidas dos imóveis que ficam no quarteirão onde será construída nova unidade do hospital Pérola Byington. A reintegração de posse deveria ser cumprida na manhã desta segunda-feira (16) e irá derrubar por volta de nove imóveis que ficam entre os quarteirões das alamedas Glete, Barão de Piracicaba, largo Coração de Jesus e avenida Rio Branco.
Porém há moradores, entre eles o autônomo, que prometiam resistir à desocupação. "Cresci aqui, tenho uma história. O governo não pode chegar e nos tirar daqui de uma hora para outra", diz. Cerca de 50 famílias não tinham saído dos imóveis.
A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) informa que repassou a 163 famílias valor de R$ 1.200 pelo auxílio-moradia. Nos próximos meses, as famílias vão receber R$ 400 por mês até receberam unidades habitacionais.
Segundo o Plano Diretor da cidade, por fazer parte de uma Zeis 3 (Zona Especial de Interesse Social), o quarteirão só pode receber modificações após serem discutidas por um conselho gestor.
O conselho, porém, foi formado às pressas neste sábado (14), segundo moradores.
Liminar na Justiça desta terça-feira (10) determinou que o estado siga todo o trâmite previsto no Plano Diretor durante o processo de desapropriação, o que inclui a atuação do conselho gestor.

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