Saúde

HUOP 31 anos: Centro Obstétrico é referência para população da região

Central de Notícias Unioeste

São mais de 350 nascimentos e 900 internamentos por mês no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop). Além do número chamativo, o hospital também é referência no atendimento de alta complexidade na região, que abrange cerca de 2 milhões de habitantes. “O que não mudou em todos esses anos foi a qualidade. O nosso atendimento é adequado e é por isso, que temos um quantitativo grande de pacientes e por muitas vezes estamos lotados”, afirma o ginecologista do Huop, Marcos Tomasetto.

Mas nem sempre o Centro Obstétrico foi assim, com um número chamativo. Apesar da qualidade do atendimento, quando recém-inaugurado, ainda na época do antigo Hospital Regional, o médico conta que foi necessário buscar os pacientes para que conhecessem a estrutura. “Ninguém queria vir quando abriu. Rezávamos para ter pacientes. Então fizemos o trabalho de formiguinha, de trazê-los em uma kombi para que pudessem conhecer e desmistificar a informação de que não éramos bons. Agora sempre estamos com a capacidade máxima e somos a preferência dos pacientes”, diz o médico.

Uma das mudanças importantes para o setor nos últimos anos foi a humanização do atendimento. De acordo com a coordenadora da Enfermagem do Centro Obstétrico, Nagmara Engel, a grande conquista foi o direito a acompanhante. “Sabemos que quando os pacientes estão felizes, isso ajuda muito a passar pela dor. Então o acompanhante veio para trazer inúmeros benefícios, para que elas se sintam à vontade, e torne isso mais alegre e o parto mais emocionante”, comenta.

Além desse direito, alguns outros detalhes também indicam conquistas para as parturientes. “Hoje temos a possibilidade de movimentação, elas podem escolher a posição de parto para facilitar o nascimento; tem o incentivo à alimentação, que antes era proibido; e a primeira hora de vida do bebê não tem nenhuma intervenção, apenas tem o incentivo da amamentação. Ou seja, bebê não tem mais aquele banho imediato, ele fica com a mãe e esses detalhes trazem inúmeros benefícios”, explica.

E para garantir esse cuidado humanizado é necessário também a paixão pela profissão, de acordo com a enfermeira do Centro Obstétrico, Tatiana Terci. “Sabemos que quando damos atenção, elas nos querem ainda mais por perto e do lado delas. Assim fazemos com que o parto seja melhor, e elas se sentem melhor. Se eu pudesse eu pegava até mesmo no colo algumas mães, pois tem muitas situações e muitos partos que me emocionam até hoje”, comenta.

E quem confirma essa diferença e humanização, é a mãe Débora Cristiana Alves Gonçalves. Ela teve o primeiro filho há 8 anos, o segundo há 3 anos, e a terceira nasceu no último dia 14 de maio, sendo todos os partos no Huop. “No ...

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... primeiro filho não podíamos receber visitas, e agora percebemos uma diferença bem grande com relação a isso. Não tem comparação de tudo que mudou de 8 anos para agora. Mas em todas às vezes fui bem atendida e não tive do que reclamar das equipes”, ressalta.

COVID-19

Débora recebeu o filho durante a pandemia da Covid-19, em um momento em que houve a necessidade de realizar mudanças no fluxo interno hospitalar e por conta do espaço restrito do Centro Obstétrico, os acompanhantes não foram permitidos, visando a não proliferação do vírus e a segurança das demais gestantes/puérperas e respectivos recém-nascidos. “Senti um pouco de medo e angústia quando cheguei por conta disso, mas a equipe que me atendeu me ajudou muito e eu fiquei mais tranquila”, diz Débora.

Dessa forma, a Enfermagem tem auxiliado para tentar suprir a falta do acompanhante e amenizar as angústias. “A equipe permanece perto do leito o máximo de tempo possível para tentar suprir essa falta e para que elas não fiquem sozinhas. Depois do parto também ajudamos a ligar para os familiares, mandamos fotos, e auxiliamos no que é possível”, enfatiza Nagmara.
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