Saúde

Huop 31 anos: Ensino e pesquisa auxiliam na assistência e formação de profissionais

Central de Notícias Unioeste

O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop) é conhecido, além do atendimento assistencial, que é exclusivamente público, através do Sistema Único de Saúde (SUS), mas também pelo ensino e formação de profissionais. Já são 229 residentes médicos e 165 residentes multiprofissionais formados, desde 2006 na instituição. Além dos programas de residência, há também os estágios curriculares em diferentes áreas, que auxiliam no aprendizado. Apenas em 2019, mais de 1 mil estudantes participaram de estágios. “É essencial que se tenha o ensino aqui dentro, pois além de ajudar no conhecimento em diferentes áreas, ter o docente dentro do local de trabalho, é muito rico também para o hospital em informação e possibilidades de pesquisa”, diz o Diretor Pedagógico, Alex Sandro Jorge.

Além dos estudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), a qual o hospital é vinculado, há também a participação de acadêmicos de diversas instituições públicas e privadas e de outras regiões. “Temos uma importância muito grande na formação da mão de obra qualificada. Sabemos que o universo de possibilidades dentro do Huop é muito grande, por ser um hospital público e atender uma região que abrange uma grande quantidade de pessoas. Somos confiantes em dizer que a formação aqui é extremamente qualificada, inclusive para atender em outras localidades, e quem sabe também em outros países”, afirma Alex.

Atualmente são 164 residentes em formação no ano de 2020 no Huop, destes 77 participam de residência médica e 87, residência multiprofissional. Os primeiros programas de residência na instituição surgiram em 2004, com: Cirurgia Geral; Clínica Médica; Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria; em 2007: Traumatologia Buco-maxilo-facial; em 2009: Farmácia Hospitalar e Farmácia em Análises Clínicas; 2011: Gerenciamento de Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica e Fisioterapia em Terapia Intensiva; 2014: Cardiologia, Ortopedia e Traumatologia, Neurologia e Fisioterapia Hospitalar; 2016: Farmácia Industrial; 2017: Dermatologia e Enfermagem em Vigilância em Saúde e Controle de Infecções; 2018: Medicina de Emergência e Medicina Intensiva; 2019: Reabilitação Oral Prótese Dentária e Dentística Restauradora, e 2020 a nova conquista foi a residência em Reabilitação Integral das Anomalias Craniofaciais.

APRENDIZADO

Participar do programa de residência e dos atendimentos, principalmente os que são relacionados à Covid-19, é uma oportunidade incrível de aprendizado, de acordo com o residente da Cardiologia, Paulo Henrique Pessali Dalmaso. “A cada dia saem mais casos, mais estudos e somos orientados sempre. Isso nos traz segurança para tudo que está acontecendo, e como residentes é uma oportunidade única e que poucas pessoas vão presenciar na vida médica”, comenta.

Além das orientações, os residentes da Ala Covid-19 também participam de treinamentos e atividades teóricas com frequência. “Eles fazem parte de um projeto e nós fazemos o máximo para que eles aprendam ...

Moinho Consolata

... muito com tudo isso que está acontecendo”, afirma o médico e coordenador da Ala Covid-19, Gabriel Kreling.

PESQUISAS

Além das residências, as pesquisas também são essenciais e fazem parte da rotina no Huop. Atualmente são desenvolvidas pesquisas em diversas áreas. “Temos pesquisas no Laboratório de Análises Clínicas, na Farmácia Hospitalar, na área da Enfermagem, além de projetos assistenciais, como da Cirurgia Bariátrica. Isso demonstra o benefício para o hospital e os pacientes atendidos aqui”, ressalta Alex.

E devido à pandemia da Covid-19, o hospital não ficou de fora nas pesquisas. Foi iniciado o estudo com uso de inteligência artificial, para detectar pacientes que estão ou não contaminados com a doença, através de exames de rotina. Para isso, o curso de Ciência da Computação, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) está auxiliando na captação dos dados e na programação da inteligência artificial. Os exames que serão utilizados para esse estudo são rotineiros, como hemogramas, feitos no Laboratório de Análises Clínicas do hospital. “Nosso objetivo é ter um banco de dados maior e que nos possibilita mais informações para a descoberta de bons prognósticos e tratamentos, inclusive com outras patologias para que possamos usar após a pandemia”, conclui o coordenador do Laboratório, Muriel Padovani.

No próximo dia 31 de Maio, o Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Huop, completa 31 anos de história. Neste período, o hospital cresceu muito, se desenvolveu, transformou-se de Regional para Universitário, e com muito trabalho e responsabilidade, é considerado um dos maiores e melhores hospitais públicos do Paraná, atendendo atualmente uma área de 2 milhões de habitantes. Essa matéria faz parte de uma série de reportagens sobre a importância da assistência, ensino e pesquisa no Huop, essencial na vida dos paranaenses.

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