Cotidiano

Imigrantes haitianos iniciam experiência de cultivo por meio da Agricultura Urbana

Governo Municipal de Cascavel

Projeto incentiva organização social e geração de renda baseada nos princípios da economia solidária

Uma área privada localizada no Território III, no Loteamento  Santo Inácio - região oeste da cidade - começou hoje (11) a cumprir a função social por meio do Programa Agricultura Urbana de uma maneira ainda mais inovadora para o Município de Cascavel: é a primeira experiência do projeto com imigrantes haitianos, que terão a oportunidade de produzir em terra estrangeira o próprio alimento para consumo e, o excedente, para comercialização. O plantio das primeiras culturas começou nesta manhã na Rua Jurandir Simionato, 467.

São pelo menos oito pessoas, a maioria mulheres que integram um  núcleo de 27 famílias que há um ano estão em Cascavel em busca de uma vida melhor. Grande parte dos imigrantes deste grupo já está no mercado formal, e há quem esteja disposto a cultivar a horta que será tocada com assistência técnica da equipe do Programa Agricultura Urbana em parceria com o Instituto Colmeia, uma das empresas selecionadas pelo Município por meio de chamamento público para tocar a proposta.

"A diversidade e as possibilidades que a Agricultura Urbana pode nos proporcionar é fantástica", comemorou Natassia, única do núcleo que fala a língua portuguesa. Os demais apenas o dialeto crioulo. Ela serviu de intérprete na visita guiada que fizeram nesta manhã a uma horta já em funcionamento no Bairro Floresta, para conhecer a proposta. "A horta que visitamos é linda e o povo que está lá cuidando é muito feliz; nós também estamos felizes e queremos deixar nossa horta bonita igual", disse otimista.

Ela contou que o grupo de imigrantes já se sentia muito acolhido em Cascavel por todo o povo, mas agora, poder produzir algo com as próprias mãos e transformar este alimento, "é mais do que sonharam quando deixaram o Haiti".

O grupo, segundo o gerente do Território Cidadão, Ailton Lima, começou hoje a plantar mandioca e ramas de batata-doce na área privada cedida ao Município pelo programa. Como o interesse das famílias é grande, principalmente das mulheres que ainda não estão no mercado formal de trabalho, já estuda-se a possibilidade de destinar uma área do Município, com irrigação facilitada, para que o grupo faça o cultivo de hortifrufis, principalmente para o  sustento próprio.  "As famílias estão recebendo formação, por meio do Instituto Colmeia, que organiza a mobilização social, orienta o processo de geração de renda, tudo com base na economia solidária", detalhou Ailton, lembrando que o grupo de imigrantes ainda recebe acompanhamento da Pastoral da Imigração, da Paróquia Santo Inácio.

 
RECEBA O NOSSO BOLETIM EM SEU E-MAIL!

--