LONDRINA

Liquidez em leilões de corte atinge cerca de 90%, informa diretor de pecuária

O diretor de Pecuária da Sociedade Rural do Paraná, Ricardo Rezende, avaliou positivamente os leilões ocorridos durante a ExpoLondrina 2019. Ainda sem ter em mãos o balanço oficial – que será divulgado nas próximas semanas, Rezende salientou um incremento no valor dos animais de gado de corte em torno de 15%.

“A liquidez também tem sido uma constante muito boa. Em gado de corte, chegou a cerca de 90%. Os negócios estão andando bem e há uma boa receptividade de quem está comprando. O leilão de touros teve um aumento interessante no valor de animais de mais de 20% e também com liquidez muito forte”, afirmou.

Este ano, a feira teve também a primeira edição de um leilão de fêmeas comerciais, que atingiu valores na casa dos R$ 8 mil. “Isso mostra que o pessoal da pecuária de corte está investindo em melhoramento genético”.

A expectativa para o ano que vem está relacionada ao fechamento das barreiras do Estado para tornar o Paraná área livre de vacinação contra aftosa. “Não acontecendo o fechamento, a feira ano que vem vai ter uma movimentação grande. Há chances de aumentar o volume de animais tanto em leilões comerciais quanto para melhoramento genético”.

Duas raças já pediram mais espaço para animais. O Senepol, no ano passado, veio com 10 animais e este ano está com 60. Para o ano que vem, planejam vir com 100 animais, o mesmo vai ocorrer com as raças Braford e Hereford, que já aumentaram o número de animais em relação a 2018.

Rezende atribui o aumento nos valores dos animais ao mercado  do boi, que está mostrando uma tendência na valorização da arroba. “Quando essa tendência começa a acontecer, automaticamente, o produtor começa a ter um pouco mais de sobra e investe no melhoramento do rebanho, justamente para ter um animal de mais qualidade e agregar valor nas vendas futuras”, explica o diretor da SRP, acrescentando que isto é reflexo de um mercado de cadeia como um todo.

O mercado de boi gordo está reagindo em razão da expectativa de melhora na exportação de carne em nível nacional e projeções de aumento de consumo no país. “Hoje o consumo não está como gostaríamos, mas está crescendo, por isso esperamos uma valorização na arroba já no segundo semestre”, disse.

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