MEDO

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Medo, temor, receio, ansiedade irracional ou fundamentada. É curioso que por muitas vezes conseguimos nos esquecer daqueles saberes populares que estão no nosso dia-a-dia.

É impressionante o numero de pessoas que deixam de fazer o que elas querem pra vida delas porque simplesmente elas têm medo. De fato, aos nossos olhos, os objetos dos nossos medos são sempre maiores do que na realidade muitas dessas pessoas ficam esperando, quem sabe, um dia vai passar.

Não podemos associar o medo como sinal de fraqueza ou covardia. O medo é uma reação involuntária e natural, como medo às alturas, cobras, ratos, etc. Mas situações podem desencadear essa emoção desde uma barata ou uma notícia com diversas formas, com maior acentuação naquelas pessoas mais ansiosas, como medo da incerteza e de perder o controle.

A necessidade de termos certezas, de sentir que exercemos controle sobre nós e o mundo que nos rodeia é uma expectativa. Mas muitas vezes isso gera certa ansiedade, consequentemente acaba por esgotar tempo e recursos, e provoca sofrimento, priva da liberdade de escolha e nos condiciona a viver uma vida saudável. A necessidade de manter tudo sob controle, sejam pensamentos, comportamentos, resultados, coloca-nos em estado de permanente alerta, o que muitas vezes leva a uma necessidade de verificação de todos os detalhes. O desequilíbrio entre o desejo de controlo e o sentimento do mesmo, ou seja, quanto mais preciso controlar eu menos tenho a sensação de que o faço, está ligado a um maior número de comportamentos de verificação. Isto leva muitas vezes à procrastinação, em que vamos adiando o desenvolvimento de tarefas e projetos até se verificar que está tudo correto, em segurança, perfeito.  O que leva a falha de prazos, projetos inacabados, insatisfação e regresso a insegurança.

As pessoas com maior receio de perder o controlo tornam-se perfeccionistas, não se contentam com uma mera possibilidade, precisam ter certezas quase absolutas. Existem perguntas, verificações, uma amplitude de questões, pensamentos. Existem sempre problemas nas soluções. É preciso ter a certeza absoluta que esta é a solução correta. Quase uma regra: eu tenho de ter a certeza, pois só assim as coisas vão correr bem. Se tiver isto tudo muito bem controlado, tudo vai correr como planejado. Mas como todos sabemos isto não é possível sempre, talvez quase nunca.

Se tiver medo de andar de avião, vai estar com uma enorme resistência em considerar os passos necessários para uma viajem tranquila, então a dica é: as pessoas não fazem porque não tem medo, elas fazem apesar do medo! Muitos vão dizer que é coragem, mas coragem não é o oposto do medo! Coragem é você fazer mesmo com medo.

Quantas vezes ouvimos esta frase: sinto uma resistência, um aperto no estomago perante a possibilidade de um confronto com alguém, seja da cara-metade, um amigo, colega ou chefe.

Se não conseguimos controlar tudo e há sempre imprevistos, mau planejamento, resultados diferentes dos esperados a ansiedade vai aumentar. E você na tentativa de baixar o desconforto que a ansiedade provoca, a tentativa de controle é maior. Mas o imprevisto provavelmente acontecerá em algum momento. Afinal a vida não se passa dentro de um laboratório esterilizado, com todas as variáveis controladas. E ainda assim, a evolução acontece quando o imprevisto acontece, o incontrolável, ou seja, os resultados das experiências são algo que não se espera que seja controlado é incerto. E é daí que nasce a evolução

Quais são as vantagens de aceitar, tolerar alguma incerteza? Viveria menos ansioso/a, com maior qualidade de vida e aproveitaria mais o momento presente? Muitas vezes não toleramos isto porque subestimamos na nossa capacidade para resolver o problema que pode advir, sentimos que não estamos a fazer o nosso melhor, um altíssimo sentimento de responsabilidade, não consideramos que temos recursos suficientes, internos e externos, para ultrapassar as dificuldades que possam resultar.

Será que a possibilidade incerta pode vir a ser uma oportunidade de crescimento, e não uma ameaça?

E, curiosamente não é por falta de saberem se comunicar, na maioria dos casos é como se fosse uma força interna puxando-a com força e a impedisse de dar aquele primeiro passo para enfrentar o que no momento precisa ser enfrentado, podemos dizer que esta força, que quase misteriosa, e que muitos acham que é uma característica da sua personalidade. Muitos até citam que foram amaldiçoados ao longo da vida ou desde pequenos.   Acontecimentos que vamos juntando e somando, abaixo do limiar da consciência, e assim, vão criando a ideia de que não temos o direito, não podemos nos expor, somos vulneráveis, somos menos, se nos defendermos seremos esmagados.

Essas crenças acordam no imediato em que estamos a beira de uma situação de conflito, nos prendem e vão nos manter sentados na hora de levantar para enfrentar uma situação.

Quanto custa deixar ir, e controlar apenas o que está ao seu alcance? Ou seja, no momento presente, escolher não viver uma vida cheia de preocupação e medo.

E você nesse exato momento? O quê que talvez precise é de um pouco mais de coragem pra realizar, mesmo com medo, aquilo que você quer pra sua vida?

Então agora, mesmo com medo, vai lá e faz!

E se isto é difícil sozinho/a, procure ajuda com um especialista.

ELIANE BRUGER RACOSKI

(45)99966-3648

 

 

 

 

 

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