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Presidente italiano aceita indicação de acadêmico como novo premiê

Ilustrativa Pixabay

 O presidente italiano, Sergio Mattarella, aceitou nesta quarta-feira (23) a indicação do acadêmico Giuseppe Conte como novo primeiro-ministro do país, dando assim sinal verde para que uma coalizão populista assuma o comando do país. 
Caberá agora ao indicado, sem experiência política anterior, montar um gabinete, que precisará ser aprovado por Matarella. 
A indicação do professor de direito foi feita pelo Movimento 5 Estrelas, crítico ao sistema político italiano, e pela Liga, de extrema direita. 
A coalizão entre os dois grupos foi feita na última semana, em uma tentativa de tirar o país do impasse político que ocorreu após a eleição de março, na qual nenhum partido conseguiu a maioria. 
O 5 Estrelas terminou a disputa como a sigla individualmente mais votada, com 32,6% dos votos. No geral, porém, ficou atrás da coalizão de centro-direita, que incluía o Força Itália do ex-premiê Silvio Berlusconi, e a Liga. 
Logo após a eleição, Luigi Di Maio, do 5 Estrelas, disse que poderia negociar com a Liga, mas que não aceitaria a participação de Berlusconi ou de seus aliados no governo, na prática exigindo o fim da coalizão de centro-direita.
O líder da Liga, Matteo Salvini, descartou inicialmente essa possibilidade, mas, com a manutenção do impasse, acabou cedendo e aceitou uma aliança com o 5 Estrelas. O próprio Berlusconi se manifestou favorável ao acordo e indicou que não iria participar do novo governo.
O acordo entre os dois prevê um corte de bilhões de euros em impostos, maiores gastos em ajuda para os pobres e o adiamento de reformas da Previdência.
Para fechar a aliança, porém, tanto Salvini quanto Di Maio tiveram que abrir mão de comandar a quarta maior economia da União Europeia e combinaram de encontrar um nome de consenso, que acabou sendo Conte. O acadêmico tem ligação com o 5 Estrelas. Antes da eleição, a sigla tinha indicado que ele ocuparia uma pasta de gestão e desburocratização. 
A indicação de Conte gerou uma série de críticas porque, além de sua inexperiência política, há indícios de que ele mentiu em seu currículo. 
Ele afirma ter estudado em algumas das principais universidades do mundo, entre elas NYU (New York University-EUA), Sorbonne (França) e Cambridge (Reino Unido). Mas nenhuma delas tem registros de um aluno com seu nome.

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