Saúde

Municípios do Paraná eliminam transmissão de HIV de mães gestantes para filhos

Pixabay

Mesmo que o Paraná tenha apresentado aumento nos casos de infecção com o HIV, o estado se tornou um destaque nacional no combate ao vírus e à Aids. Em 2018, a capital Curitiba conseguiu o status de primeiro município brasileiro a eliminar a transmissão vertical da infecção no País. 

No ano passado, o certificado foi mantido. E outra cidade do estado também o recebeu: Umuarama. São as duas primeiras do Brasil a diminuir a transmissão do vírus de mães infectadas para os fetos antes do nascimento. Para isso, a taxa de infecção em crianças recém-nascidas precisa estar igual ou abaixo de 0,3 para cada 100 mil habitantes. 

Mesmo que a incidência do vírus tenha aumentado, a quantidade de pessoas com Aids, o estágio mais avançado da infecção do HIV, diminuiu. Até junho de 2019, quando foram divulgados os últimos dados, a quantidade de casos de Aids notificados era de 804, enquanto em 2018, no mesmo período, era de 1.885. Mais que o dobro. 

Um dos que carregam o vírus HIV no estado é o motorista Rogwiller Pereira, 28 anos. O morador do Núcleo Pimentel, em Ponta Grossa, descobriu durante exames de rotina que estava infectado há dois anos. De forma responsável, já começou os tratamentos e os cuidados para não transmitir o vírus. Agora, mal sente diferença na vida.

“Então, eu casei, né? Minha vida continua com a rotina normal de casado. E só estou me cuidando, para que a minha esposa não tenha o vírus. A única diferença que eu senti foi a falta de apetite, que eu estava mal. Por isso que eu fui ver o que estava acontecendo comigo, para ver os sintomas e foram feitos os exames. Mas o tratamento está tranquilo. Voltou à minha rotina normal.”

Segundo a chefe da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Saúde do Paraná, Mara Franzoloso, além da Aids e do HIV, o Paraná também tem índices altos de sífilis genital. Nos dados até junho de 2019, foram detectados 4.949 casos de sífilis adquirida. 

É a maior incidência entre as ISTs no estado. De acordo com Mara, os públicos mais atingidos são pessoas de 20 a 29 anos. Por isso, diz ela, são realizadas ações de orientações e de mobilizações, aonde é possível fazer o diagnóstico das infecções e encaminhar os pacientes para os tratamentos imediatos.

“O diagnóstico é gratuito. Tem ações pontuais, mas ele está disponível em todas as Unidades de Saúde, assim como o tratamento. O paciente que tiver um diagnóstico reagente pro HIV tem o remédio de forma gratuita e disponível para iniciar o tratamento precocemente. E ele poderá ter uma qualidade de vida igual a outra pessoa que não tenha o diagnóstico reagente.”

Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e se proteja dessas ISTs e de outras, como HIV e Hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist. 

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