Saúde

Novos Fluxos de atendimento nos hospitais com a COVID

Pixabay

Medidas são fundamentais para garantir e ampliar a segurança dos pacientes de outras doenças que não podem parar seus tratamentos.

Como é possível garantir a população que vença o medo e a insegurança em dar continuidade aos cuidados com a saúde em consultas e atendimentos nos hospitais diante de todo cenário da pandemia?

A pandemia da COVID19 tem deixado um rastro de mortes no país e um dos principais fatores é o medo e a insegurança daqueles que precisam de algum atendimento especializado ou atenção especial à saúde darem continuidade ao tratamento ou diagnóstico da enfermidade

Além do reforço no treinamento e na aplicação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para todo o corpo clínico, o Hospital Pilar de Curitiba adotou um novo fluxo de atendimento.

Desde o registro dos primeiros casos de contaminação pelo coronavírus no país, foram estabelecidos protocolos padronizados, denominados Command Center, para o atendimento a pacientes com suspeita ou infectados com a COVID-19.

Segundo o infectologista, Eduardo Ditzel foram tomadas medidas importantes tanto para o combate ao coronavírus quanto para a continuidade de atendimentos de outras patologias, sendo a separação física completa dos pacientes com suspeita de COVID-19 dos que não têm essa queixa, a principal delas.

"Isso nos permitiu nos reorganizarmos internamente, alocando novos espaços para pronto atendimento dos suspeitos e infectados com COVID-19, isolando-os por completo dos demais pacientes" explica Ditzel. "Desde a emergência, o internamento e até o momento da alta os fluxos são totalmente separados. Estamos ainda com restrições de visitas, seguindo orientações da Secretaria de Saúde de Curitiba, e um grupo de trabalho avalia cada caso para trazer a melhor assistência e segurança a todos", detalha o infectologista.

O Hospital Pilar separou ainda os leitos da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e de internamento - nesse segundo caso, os pacientes com sintomas respiratórios ficam em andares exclusivos. "Temos diferentes especialistas, incluindo intensivistas, clínicos e pneumologistas, onde discutimos cada paciente suspeito de forma íntegra para definir o seu fluxo e reduzir ao máximo o risco de transmissão", afirma Ditzel.

Tudo isso tem sido acompanhado em tempo real por comitês de crise formados por profissionais multidisciplinares e que nos permitem tomarmos rápidas decisões e até mesmo ajustar protocolos em andamento.

Já os pacientes que apresentam outras queixas os cuidados seguem redobrados na triagem, no encaminhamento e nos processos de atendimento à população. Além da alteração no fluxo, houve mudanças no escalonamento e na mobilidade das pessoas dentro do hospital com a criação de alas separadas e isoladas.

Segundo o diretor presidente do Hospital Pilar, Rodrigo Milano, as consultas e cirurgias de outras doenças estão sendo realizadas normalmente e seguindo todos os protocolos de segurança. "Os pacientes precisam manter o vínculo com os seus médicos e devem procurar o Hospital para serem encaminhados ao especialista indicado. Cuidar da saúde com regularidade ...

Moinho Consolata

... é essencial para evitar que uma doença controlada se agrave e se torne um atendimento emergencial", completa Milano.

 

 

Siga o Jornal Integração nas redes sociais e fique bem informado:
RECEBA O NOSSO BOLETIM EM SEU E-MAIL!

--