CORONAVÍRUS

OMS diz que pior está por vir e que pandemia do coronavírus ‘está longe de ter terminado’

Pixabay

Em entrevista coletiva, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom afirmou que “o pior ainda está por vir” e que a pandemia está “longe de acabar”. A dura fala da maior autoridade em saúde pública do mundo deve servir de alerta para a expansão do vírus e reforça a necessidade da continuidade de medidas como o isolamento social e testagem em massa.

Das 7 bilhões de pessoas no mundo, há pouco mais de 10 milhões de casos confirmados. É daí que parte a análise da OMS. Ainda existem bilhões de pessoas que não foram expostas à covid-19 e o campo de ação do vírus ainda é vasto. Se os devidos cuidados não forem tomados, a doença pode causar estragos ainda maiores, antes mesmo de chegada da tão esperada vacina.

“Todos nós queremos que isso acabe. Todos queremos continuar com nossas vidas. Mas a dura realidade é que isso não está nem perto de terminar. Embora muitos países tenham feito algum progresso globalmente, a pandemia está realmente acelerando”, afirmou Tedros.

O diretor-geral da OMS ainda mostrou a importância da pesquisa científica, que identificou na dexametasona um aliada para combater os quadros graves da doença e tem reduzido em 30% as mortes por covid-19.

“A questão crítica está em como os países irão lidar com nos próximos meses com o vírus. Esse, infelizmente, é o novo normal. Muitos países implantaram medidas para suprimir a transmissão e salvar vidas e tiveram sucesso, mas não conseguiram extinguir completamente o coronavírus e estão vendo uma ressurgência nos casos”, completou.

Na Alemanha, a preocupação com uma segunda onda do vírus após um surto ocorrido em um frigorífico levantou atenção do mundo, tendo em vista que o país era um modelo para a contenção do novo coronavírus. Na China, o surto do mercado de Xinfadi também levantou dúvidas sobre o tamanho e a potência de uma segunda onda da doença.

O Brasil segue em segundo lugar no número de novos casos e casos totais da doença, sendo uma das principais vítimas do novo coronavírus. Os mais de 57 mil mortos da doença são um reflexo de políticas relativamente leves de isolamento social. A reabertura de grandes capitais e até a volta de público em estádios de futebol são alguns dos indicativos de que o país ainda vai sofrer bastante com a pandemia.

 

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