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Pele de tilápia pode tratar queimados no Líbano

Os testes foram realizados em 350 pacientes que tiveram melhora da dor, evitaram contaminações, além da recuperação.

Viktor Braga/UFC/Divulgação

O envio do Brasil só depende de acertos entre as autoridades sanitárias dos dois países

Vem do Ceará uma descoberta natural que auxilia na recuperação de queimaduras. Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) observam há 6 anos que a pele de tilápia age como um curativo para queimaduras de 2º e 3º grau.

Segundo o pesquisador Edmar Maciel, seu uso acelera o processo de cicatrização, além de diminuir a dor do paciente. “Ela age como curativo temporário, que evita a troca diária, reduz a perda de líquido e a contaminação do meio externo para dentro da ferida. Dependendo da profundidade da queimadura, a recuperação pode acontecer em um intervalo de 2 dias a até um mês e meio”, explica o professor.

Os testes foram realizados em 350 pacientes que tiveram melhora da dor, evitaram contaminações, além da recuperação. A  técnica criada no Ceará já foi usada na Califórnia (USA) para tratar queimaduras de ursos. Aqui no Brasil, em Campinas e em Fortaleza, ela já foi usada em cirurgias ginecológicas.

Agora o Brasil pretende enviar todo o estoque de pele de tilápia para auxiliar no tratamento de queimaduras em vítimas da explosão no Líbano. A ideia é mandar 40 mil centímetros. O envio ainda depende de acertos entre o Brasil e as autoridades sanitárias libanesas.

Em vários países do mundo, é comum o uso de pele de porco para queimaduras. Mas o professor explica que a pele de tilápia supera a do suíno na quantidade de colágeno e na resistência.

 

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