Educação

Práticas Restaurativas e Cultura da Paz nas Escolas

Turmas formadas com profissionais da rede estadual de educação, da justiça, da assistência social e de outros órgãos da sociedade civil organizada concluem as formações em Justiça Restaurativa realizadas em 2018 pelo Núcleo Regional da Educação de Cascavel.

 

Durante o ano foram realizados diversos encontros em que se trabalharam formas de lidar com situações conflituosas, sempre partindo do diálogo entre os envolvidos. Nesse processo, todas as partes ligadas a uma ofensa em particular se reúnem para resolver coletivamente como lidar com suas implicações. A JR atua no âmbito do judiciário e também educacional, onde recebe o nome de práticas restaurativas. Nesse âmbito, educadores são preparados para facilitar situações de conflitos de maneira respeitosa e restauradora, por intermédio de efetivação dessas práticas implementando, assim, a cultura de paz no ambiente escolar.

 

Segundo as professoras Marli Timm Vanelli e Vera Lucia Rodrigues da Fonseca, que estão à frente da ação no NRE, há uma multiplicidade de relações entre alunos, professores, funcionários, coordenação, direção, famílias e comunidade, um contexto em que podem ocorrer conflitos. Em contrapartida, alguns princípios básicos como o respeito à fala do outro, o sigilo, a admissão do mal causado e a responsabilização constituem enfoque fundamental para um ambiente saudável, sem discriminações, pautados na paz e na convivência sadia.

 

“As práticas restaurativas vêm sendo trabalhadas desde julho de 2014, com bons resultados em termos de minimização da violência nas escolas. As conscientizações com foco no ser humano consistem em promover um ambiente mais acolhedor, propício para a ampliação do ...

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... conhecimento”.

 

Neste ano de 2018, além de 25 reuniões de trabalho, 7 Círculos de Paz/Sensibilização, 2 Círculos V/O/C e 91 Círculos com Atendimento Individual, as práticas restaurativas são desenvolvidas nos Colégios Estaduais Acquilino Massochin, Itagiba Fortunato, Marcos Cláudio Schuster, Mário Quintana e Padre Carmelo Perrone por profissionais que já realizaram as formações. Dos casos atendidos em parceria com o Ministério Público – 12ª Vara da Infância e Juventude, 85% não tiveram reincidência.

 

 

HISTÓRICO DA JUSTIÇA RESTAURATIVA NO NRE CASCAVEL

 

A Justiça Restaurativa conta com um histórico promissor. De 2014 a 2017, 585 pessoas concluíram formações em Fundamentos e Práticas de Justiça Restaurativa. Foram realizados 353 Círculos de Paz, 12 Círculos Familiares, 10 sensibilizações, 2 casos, 1 ação comunitária, 6 reuniões com o Conselho Comunitário de Segurança Pública (CONSEG) e 9 encontros para sistematização dos serviços com a Rede de Atenção e Proteção Social no Município de Cascavel. Neste ano de 2018, além de 25 reuniões de trabalho, 7 Círculos de Paz/Sensibilização, 2 Círculos V/O/C e 91 Círculos com Atendimento Individual, as práticas restaurativas são desenvolvidas nos Colégios Estaduais Acquilino Massochin, Itagiba Fortunato, Marcos Cláudio Schuster, Mário Quintana e Padre Carmelo Perrone por profissionais que já realizaram as formações. Dos casos atendidos em parceria com o Ministério Público – 12ª Vara da Infância e Juventude, 85% não tiveram reincidência.

 

O curso A Arte de Viver e Conviver deu início aos Círculos de Paz, em 2015. Em 2016, o Núcleo Comunitário de Práticas Restaurativas (NCPJR) de Cascavel, no Paraná, concorreu à 13ª edição do Prêmio Innovare, com o Projeto “Tecendo Redes de Cuidado: O Adolescente Autor de Ato Infracional e as Práticas de Justiça Restaurativa”. O NRE Cascavel conquistou o 1º lugar no Serviço Social da Indústria para alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2017 (SESI ODS), na categoria Setor Público.

 

Os aplausos também chegaram com força em março de 2018, quando o Projeto Justiça Restaurativa nas Escolas foi apresentado no Congresso Estadual de Enfrentamento às Violências contra Crianças e Adolescentes – Formas de Expressão da Violência na Contemporaneidade, em Curitiba. Representantes de 15 Estados se reuniram em Brasília, no mês de abril, para estudo e reestruturação do material utilizado nas formações da metodologia ESPERE - Escola de Perdão e Reconciliação.

 

De março a novembro, as facilitadoras participaram de ações desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo Núcleo da Paz: III Ciclo de Videoconferências "Prevenção de Violências e Promoção da Cultura da Paz". Após uma rigorosa seleção entre 40 trabalhos expostos no SEU – Seminário de Extensão Universitária da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), em Foz do Iguaçu, o projeto conquistou vaga para o SEURS. As professoras Marli Timm Vanelli e Vera Lucia Rodrigues da Fonseca também apresentaram a proposta de Justiça Restaurativa nas Escolas no 36º SEURS – Seminário de Extensão da Região Sul, que aconteceu de 28 a 31 de agosto, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

 

O Projeto “Escolas Mais Humanizadas: Justiça Restaurativa nas Escolas”, desenvolvido pelo Núcleo Regional da Educação de Cascavel, foi apresentado no 1º ENCONTRO DOS FACILITADORES FJR - ESPERE REGIÃO SUL, que aconteceu nos dias 2, 3 e 4 de novembro, em Passo Fundo, RS. Ainda no mês de novembro, dia 21, as coordenadoras do Projeto no NRE Cascavel participaram em Maringá do Seminário “Maringá da Paz – Vivências e Experiências da Justiça Restaurativa no Ambiente Escolar”.

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