Tecnologia

OMS introduz no Brasil ferramenta digital para controle de surtos de doenças

OMS

A Rede Global de Alerta e Resposta a Surtos (GOARN), uma parceria técnica internacional coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), introduziu no Brasil, em evento em Brasília na última terça-feira (3), a ferramenta Go.Data para epidemiologistas.

Disponível para ser usado on-line, em formato de aplicativo para dispositivos móveis, e também off-line, a Go.Data visa facilitar a organização de dados e o monitoramento de surtos de doenças em diferentes países por profissionais da área da saúde, agilizando as respostas e auxiliando no controle de epidemias.

O encontro que possibilitou a apresentação da ferramenta fez parte da 16ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), promovida pelo Ministério da Saúde entre 2 e 6 de dezembro. Na ocasião, um grupo de trabalho do GOARN promoveu um treinamento inicial para especialistas de saúde no uso da ferramenta.

O GOARN, rede técnica global coordenada pela Organização Mundial da Saúde, já ofereceu o treinamento para a ferramenta Go.Data em diversos países. Foto: OMS.

A Rede Global de Alerta e Resposta a Surtos (GOARN), uma parceria técnica internacional coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), realizou na última terça-feira (3), em Brasília, uma rápida sessão de treinamento para especialistas em saúde pública no uso da Go.Data, uma ferramenta digital desenvolvida para controle de epidemias.

“A Go.Data é baseada na resposta a surtos em campo, nos casos em que o contato entre humanos é um fator importante de transmissão, como ebola, síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS), síndrome respiratória aguda grave (SARS) e gripes”, conta Paul Effler, chefe do grupo de trabalho de treinamento do Comitê Diretor do GOARN.

Segundo ele, o objetivo do software é ser uma ferramenta abrangente, adequada às necessidades, e para ser usada globalmente pela OMS, Estados-membros da organização e parceiros.

“A Go.Data facilita nossas investigações de surtos, aprimorando nossa capacidade de capturar dados no terreno”, completou Effler.

Sobre o Go.Data

Especialista em saúde pública em treinamento do GOARD para uso da ferramenta Go.Data na República Democrática do Congo. Foto: OMS.

A ferramenta é usada para estabelecimento de cadeias de transmissão, visualização de dados, rastreamento de contatos e monitoramento de desempenho.

O software é baseado em vários módulos e, por meio dessa abordagem modular, é possível uma expansão futura para acomodar novos surtos de doenças e cenários. A ferramenta está disponível em um aplicativo móvel para seguimento de contatos no campo.

“Esta foi uma introdução ao Go.Data”, afirmou Maria Almiron, coordenadora de Doenças Transmissíveis e Análise de Situação de Saúde no Escritório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) no Brasil.

“Se o Brasil estiver interessado em continuar usando essa ferramenta, podemos organizar um treinamento completo para governos, especialistas, organizações não-governamentais, pesquisadores e outros públicos interessados ”, pontuou a coordenadora.

O treinamento promovido pelo GOARN/OMS ocorreu durante a 16ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi).

Organizada pelo Ministério da Saúde do Brasil, a Mostra ocorreu entre 2 e 6 de dezembro em Brasília, reunindo profissionais de saúde, tomadores de decisão e outros especialistas de áreas relacionadas à saúde pública.

Surtos no Brasil

O Brasil enfrentou vários surtos nos últimos anos, desde a Síndrome Congênita do Zika vírus em 2015 – que foi declarada Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, até o atual surto de sarampo em 2019.

A OPAS, a OMS e o GOARN têm apoiado o país na preparação e resposta a essas emergências de saúde.

GOARN

A Rede Global de Alerta e Resposta a Surtos (GOARN) é uma colaboração de instituições e redes no mundo que coordena equipes internacionais de apoio, ajudando os países a investigar e caracterizar eventos; avaliar riscos; e fortalecer a resposta a surtos. Rede também apoia a preparação nacional dos países, desenvolvendo orientações e abordando as lacunas científicas.

A Rede foi criado em abril de 2000, pela OMS e um grupo fundador de 60 instituições que, hoje, já conta com 250 parceiros.

O GOARN é guiado por um Comitê Diretor formado por 21 membros e pelos grupos de trabalho.

Desde o ano 2000, a OMS trabalha com parceiros do GOARN para levar mais de 3.020 especialistas a mais de 90 países.

“Um em cada três desses especialistas é epidemiologista de campo e estamos trabalhando para garantir que eles tenham as melhores ferramentas e inovações baseadas nessa longa experiência”, disse Pat Druryz, gerente do GOARN.

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