Você sabe o que é a Taxa Selic?

Banco Central do Brasil

Banco Central do Brasil

O Governo, para se manter – realizar a manutenção de sua estrutura, realizar investimentos públicos, dentre outras coisas – utiliza recursos oriundos da tributação e também, através do Tesouro Nacional, emite títulos da dívida pública, como forma de captar mais fundos.

Nesse contexto, para lançar títulos públicos, esses devem remunerar atrativamente os investidores (empresas e pessoas físicas): essa remuneração é dada a partir da taxa de juros básica. Para custodiar - guardar os títulos - e realizar as operações de compra e venda, na década de 1970, foi criado o Sistema de Liquidação e Custódia de Títulos (Selic) e, posteriormente, a taxa Selic. Por meio dela, as instituições financeiras também adquirem e vendem títulos diariamente. Como os títulos públicos são de alta liquidez (isto é, fácil e imediata aceitação) e com baixo risco (considerando a estrutura governamental), a taxa Selic é considerada a taxa mínima de atratividade.

Além disso, os bancos usam a taxa Selic para formarem a taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e, a partir desta, as demais taxas para a poupança são formadas. Como o nível da taxa Selic e referência para formação das outras, ela é chamada de taxa básica da economia.

A Selic é definida a cada 45 dias em reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), vinculado ao BCB (Banco Central do Brasil). O Comitê foi instituído em 20 de junho de 1996, buscando estabelecer as diretrizes da política monetária, isto é, influenciar o nível de atividade da economia através do controle da oferta de moeda e da taxa de juros.

Diante disso, a determinação da Selic é um dos principais instrumentos da política monetária, objetivando o aumento ou redução da atividade econômica e o controle inflacionário. De modo geral, quando se busca estimular a economia, a taxa é reduzida: com isso, a rentabilidade dos títulos públicos em posse dos bancos é reduzida e estes vendem os títulos para o Bacen, injetando-se dinheiro na economia. Para o consumidor, fica mais barato tomar crédito, o que estimula o consumo e a captação de crédito para investimento produtivo. Espera-se que haja um impacto positivo na demanda dos consumidores e empresas e incrementos na produção.

Por outro lado, quando a taxa Selic é elevada, os juros cobrados nas operações de crédito – financiamentos e empréstimos, por exemplo - ficam mais altos. Isso desestimula o consumo e favorece a queda da inflação. Desse modo, o Copom fica atento ao comportamento de todos os setores da economia e às respostas da atividade econômica para avaliar a efetividade das suas decisões.

 

Panorama atual:

Na última reunião do Copom, realizada em 15 e 16 de setembro, a decisão unânime foi de manter a taxa em 2% a. a., o menor valor já observado. Desde julho do ano passado, a Selic tem passado por sucessivas reduções, na tentativa de estimular a atividade econômica; em especial, nas reuniões do Copom de maio e junho, no contexto da pandemia de Covid-19, ambas as reduções foram de 0,75%.

Segundo o Banco Central, a decisão de manter a taxa Selic foi tomada para prover o estímulo monetário necessário para a economia, e, ao mesmo tempo, com cautela, considerando as perspectivas futuras de inflação. Além disso, o Conselho indica para a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia, principalmente até o final do ano, considerando a crise sanitária relacionada à Covid-19.

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