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Agritechnica: “Brasil percebeu importância de exportar”

Parte fundamental da Agritechnica 2019 são as empresas fornecedoras de peças e componentes para as máquinas e implementos agrícolas. Este mercado não salta os olhos do grande público, mas é essencial para a qualidade do produto que o produtor rural recebe. Entrevistamos Maitê Ornelas Trentino, coordenadora de Fomento à Exportação do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores).

Agrolink – Qual que é a função do Sindipeças dentro dessa ‘engrenagem’ para fazer o Brasil acontecer nessa Agritechnica 2019?

Maitê Ornelas – Nós temos a parceria da Sindipeças com a Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que é o projeto Brasil Autoparts de fomento a exportação. Os setores que a gente atua mais fortemente são os setores de linha leve e pesada. Nós temos agora essa vertical do programa agrícola dentro do projeto, com o qual viemos buscando novas empresas para fomentar a exportação desse setor. Por isso, essa é uma primeira participação nossa em uma feira agrícola. Nós viemos esse ano com quatro empresas.

Agrolink – Qual a importância de uma empresa pertencer ao Sindipeças?

Maitê Ornelas – Pensando no projeto de exportação, estamos atuando em três pilares: promoção comercial, que são as feiras internacionais, projetos compradores e missões comerciais; a parte de inteligência de negócios, onde fazemos estudos de mercado, pesquisas, eles podem solicitar diversas informações para a gente, listas; e a parte de capacitação, nós temos um instituto que desenvolve cursos para o nosso setor. Como entidade nós atuamos frente ao governo, trabalhamos juntamente com o governo para melhorias no setor, lutando pela causa do nosso setor com o governo. Temos diversos departamentos que as empresas podem contar, departamento de economia, jurídico, temos os grupos e reuniões mensais que nós fazemos e o associado tem acesso a tudo isso.

Agrolink – Como que você vê o momento do Brasil para o fabricante, vendedor e exportador de peças?

Maitê Ornelas – Não só a questão do Dólar que favorece bastante, mas o País como um todo vem percebendo a importância de exportar e não ficar somente no mercado interno. Principalmente em um momento de crise, como nós tivemos recentemente em 2015 e 2016, é importante também atuar no mercado interno para equilibrar a balança da própria empresa. Atualmente o setor sofre bastante com a crise, mas agora vem melhorando desde o ano passado: esse ano começou bem, teve uma pequena queda e agora acreditamos que vamos fechar o ano em crescimento. A expectativa para o ano que vem é de melhora. O governo vem fazendo acordos, até mesmo esse acordo Mercosul/União Europeia, que está para acontecer. Estamos vendo com bons olhos e isso acaba fortalecendo a indústria brasileira, quando ela começa a perceber que precisa profissionalizar e modernizar, indo para a “Indústria 4.0”, a empresa que seguir nessa linha vai sobreviver à concorrência desses países. Então estamos bem positivos com esse cenário, acreditamos que as empresas têm olhado mais para isso. E também tem o Programa Rota 2030 [estratégia elaborada pelo Governo Federal para desenvolvimento do setor automotivo] que as empresas vêm buscando e vai ser importante esse passo para a empresa que conseguir se enquadrar para isso também.

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