Economia

Mercado se desanima com previsão do FGTS e dólar sobe 0,930%

O dólar teve a maior alta percentual do mês nesta terça-feira (23), com valorização de 0,930%, a R$ 3,77400. A moeda americana se fortaleceu no cenário internacional com o acordo entre Casa Branca e o Congresso dos Estados Unidos sobre a suspensão do teto de gastos, o que elimina a possibilidade de um novo "shutdown".
No Brasil, o viés altista do dólar foi impulsionado pela decepção do mercado na quantia estipulada para o saque do FGTS, de R$ 500, vista pelo mercado como insuficiente para alavancar o crescimento econômico. A Bolsa recuou 0,24%, mas manteve os 103 mil pontos.
Frente a uma cesta de moedas emergentes, o real foi a que mais se depreciou com a alta do dólar. O índice DXY, que mede a força da moeda americana, teve alta de 0,5% nesta terça.
"Nossa visão é de que o governo se complica com o anúncio, ao blindar setores escolhidos. A medida poderá não ter os efeitos esperados sobre o crescimento caso o valor total a ser sacado caia abaixo de R$ 30 bilhões e caso as regras de saque sejam muito limitadas. Além disso, a medida pode limitar o impacto nas vendas do setor de varejo", afirma a XP Investimentos em relatório.
A estimativa do PIB para o ano, segundo o boletim Focus, é de 0,82%. O FMI (Fundo Monetário Internacional) se alinhou a esta estimativa nesta terça, e revisou o número para 0,8%. 
Em 2017, os saques eram, em sua maioria, até R$ 1.500 e injetaram R$ 44 bilhões na economia. Naquele momento, o estímulo ao consumo fez o PIB crescer cerca de 0,7 ponto percentual.
Caso o limite de R$ 500 se concretize, o impacto no PIB pode ser quase nulo.
À espera da divulgação oficial do governo, prevista para esta quarta-feira (24), a Bolsa brasileira caiu 0,23%, a 103.704 pontos. O giro financeiro foi abaixo da média para o ano. 
No exterior, o viés foi positivo. Dow Jones fechou em alta de 0,65%, S&P 500, de 0,68% e Nasdaq de 0,58%. Londres subiu 0,56%, Paris, 0,92% e Frankfurt, 1,64%.

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