Utilidade Pública

Paraná é um dos Estados com maior incidência de Dengue

A dengue é uma doença febril grave causada por um arbovírus, que são os vírus transmitidos por mosquitos. O transmissor (vetor) da dengue é o mosquito Aedes aegypti, que precisa de água parada para se proliferar. O risco de gravidade e morte aumenta quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão, especialmente as que não estiverem bem compensadas de suas doenças.

O novo coronavírus já fez 33 vítimas no Paraná  desde que a doença chegou ao estado, em março. Mas essa não é a única ameaça atual à saúde dos paranaenses: a dengue também já matou 78 pessoas no estado. 

Conforme os dados do Ministério da Saúde, o Paraná, o Acre e Mato Grosso do Sul são os três estados brasileiros em alerta para a dengue, de acordo com a classificação do Ministério da Saúde, por terem mais de cem casos por cem mil habitantes.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera quando há ocorrência de casos nas cinco regiões do Brasil. Uma doença é considerada uma epidemia quando há número de casos acima do esperado em diversas localidades. Se a dengue tivesse atingido, mesmo em grande número, apenas regiões isoladas, seria considerada um surto. A incidência acumulada no estado - período de 27 de julho de 2019 a 04 de abril de 2020 é de 809,33 casos por 100.000 hab. (91.850/11.348.937 hab.). 

Londrina, na região Norte, é a cidade com maior número de infecções por dengue: são mais de 8 mil desde o início da contagem, em agosto de 2019, e 11 mortes registradas somente em 2020, de acordo com a secretaria municipal. A segunda cidade mais populosa do estado já soma também 

Conforme a Secretaria de Saúde , para separar as doenças e evitar o contágio “cruzado”, no município, duas unidades de saúde atendem exclusivamente casos de dengue, e outras seis somente sintomas respiratórios. Os casos graves de Covid-19 são encaminhados ao Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (HU - UEL), que também é referência para receber pacientes de toda a região.

É necessário que o estado redobre a aplicação das medidas de prevenção da doença, a dengue é grave e mata.

As medidas já são bem conhecidas e envolvem a eliminação de todos os pontos que possam acumular água parada como vasos de plantas, calhas, lajes, ralos, entre outros; estas ações devem ser diárias tantos nos ambientes domiciliares como nos locais de trabalho e áreas públicas.

“Estamos vivendo um momento de isolamento social, as pessoas estão passando a maior parte do tempo em casa. Por isso, reforçamos nosso pedido para que todos contribuam com uma verificação detalhada nos quintais e nos ambientes internos das residências para eliminação dos criadouros do mosquito transmissor da dengue. É uma questão de responsabilidade social”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Ele alerta que o estado está em situação de epidemia por dengue e que há também a pandemia de coronavírus. “Precisamos aplicar todas as medidas preventivas para as duas infecções, e no caso da dengue já esta comprovado que a retirada dos focos é a melhor alternativa”, complementou.

De acordo com a Norma Técnica 75/2007 do Ministério da Saúde, que permite a pulverização de inseticidas em áreas urbanas com aviões em situações específicas como no caso de grandes surtos das doenças. Especialistas ouvidos pelo Portal Agrolink, entendem que a Lei 13.301 de junho de 2016 autoriza as aplicações aéreas de inseticidas em áreas urbanas mediante aprovação do Ministério da Saúde. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal considerou legal a pesquisa para o uso de aviões no combate a mosquitos, desde que haja permissão das autoridades sanitárias e ambientais.

Ainda ouvimos o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), que em sua contribuição à sociedade, concentrando mais de 2.000 pilotos agricolas profissionais está em busca de concluir testes cientifícos sobre altenativas previstas em lei de voos para conter epidemias em áreas urbanas.

 

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