Saúde

Projeto analisa formação de enfermeiros no Paraná e sua inserção no trabalho

Central de Notícias Unioeste

Percebendo mudanças na educação e na introdução de enfermeiros, o projeto chamado “A formação em enfermagem no Paraná e a inserção profissional dos enfermeiros”, desenvolvido na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Cascavel, pelas professoras Rosa Maria Rodrigues (coordenadora), Solange Fátima Reis Conterno (colaboradora) e Alessandra Crystian Engles dos Reis (colaboradora), é uma pesquisa realizada nos anos de 2018 e 2019, com o objetivo de relacionar a formação da graduação e a atuação. A proposta tem como pressuposto que a relação entre formados e campo de trabalho estão desarticulados e espera-se contribuir com as discussões sobre o ensino.

Solicitados a pensar sobre o momento presente, o grupo teceu considerações acerca da nova realidade devido à pandemia da Covid-19. “Percebemos a falta de entendimento sobre a gravidade da doença e a compreensão adequada dos recursos que temos para evitá-la – o uso de máscara e o isolamento social”. Além disso, consideram que há dificuldade, em especial aos profissionais que lidam com essa nova realidade e para aqueles em formação. “A nova realidade trouxe à luz os problemas que a área da saúde e educação já estavam experienciando, ou seja, as dificuldades financeiras e o sucateamento do SUS”.

No campo dos discentes, eles acreditam que os estudantes estão tendo que lidar com incertezas e desafios. “Percebe-se o esforço de manterem-se ativos, participando de atividades remotas propostas pelo Colegiado, Centro Acadêmico, grupos de pesquisa, atividades de extensão. Contudo, a situação tem sido uma alavanca para a emergência de várias crises, sejam elas pessoais, familiares, financeiras”.

Com os profissionais de enfermagem que se destacam no combate ao vírus e também tendo que atuar para evitar a crescente taxa de casos positivos e de mortes, o grupo considera que, “os grandes enfrentamentos que a humanidade fez, trouxe na contradição alguns aspectos positivos. Talvez isso aconteça com a categoria de enfermagem que está podendo ser visibilizada na pandemia quanto ao tamanho da sua importância na produção da saúde no Brasil. O SUS se faz nos braços da enfermagem (enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde) dispersa por este país. Hoje nos chegam relatos da grandeza do papel que os profissionais de saúde estão desempenhando. Ao mesmo tempo nos chegam, fruto da nossa fragilidade humana e cultural, educacional, relatos tristes de segregação e agressão aos profissionais de saúde, o que não se viu em nenhum outro país”.

Diante disso, eles entendem que, “é muito difícil estar no Brasil neste momento. É muito difícil ser profissional de saúde no Brasil neste momento” e complementa que espera que após a pandemia, a categoria mantenha essa visibilidade social que possui agora.

A pesquisa levantou e continua levantando elementos sobre o preparo e como o profissional é inserido no ambiente de trabalho, por meio de um questionário on-line num link enviado pelo Conselho Regional de Enfermagem do Paraná. Responderam ao questionário 1550 enfermeiros, dos quais 87% são do sexo feminino e 13% masculino. A maioria é formada em cursos presenciais (1544). Portanto, no enfrentamento da Covid 19, as mulheres são a força de trabalho que mais atua.

Participam do projeto Rosa Maria Rodrigues como coordenadora; as colaboradoras Solange de Fátima Reis Conterno, Alessandra Cristyan Engles dos Reis e Simone Peruzo (Presidenta do Coren/PR); os acadêmicos de enfermagem e Bolsista de Iniciação Científica Alana Caroline Czaika e Felipe Ferraz Fidelis.
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